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Venda de imóveis em projecto dispara, mas mercado desconfia
Condomínios por construir ou em construção têm apostado cada vez mais na venda das habitações ainda no papel, em zonas como Viana, Camama, Benfica, Kilamba,11 de Novembro, e preços abaixo de 100 milhões Kz, no entanto, quem procura tem na memória situações anteriores onde clientes nunca chegaram a ver os imóveis mesmo depois de pagos, abrindo disputas judiciais que adormecem nos tribunais.
O anúncio de vendas de imóveis no papel tem vindo a aumentar nos últimos tempos, apresentando diferentes projectos e condomínios onde promotores e construtores prometem realizar o sonho da casa própria. Este negócio de má memória para muitos, está hoje espalhado pela periferia de Luanda.
Depois de alguma estagnação na construção de condomínios de padrão médio, o mercado imobiliário tem assistido algum dinamismo neste segmento com divulgação de projectos com imóveis com preços abaixo de 100 milhões Kz.
O Expansão constatou que projectos de vivendas e apartamentos são apresentados, na maioria dos casos, enquadrados em condomínios por construir ou em fase de construção, com a promessa de oferta de condições extras para quem pretender adquirir um imóvel. E aqui, a forma de pagamento destes imóveis, ainda por construir, acaba por ser um factor determinante, já que anunciam diferentes modalidades, sendo que em comum têm a obrigatoriedade do pagamento de uma prestação inicial que vária em função do imóvel e a promessa de um determinado período para a entrega da habitação.
Os preços variam em função da zona e do imóvel, e nos projectos consultados pelo Expansão, o preço médio de uma vivenda do tipo T3 pode ser adquirida pelo valor de 65 milhões Kz, enquanto um apartamento poderá custar até 50 milhões. Mas há projectos anunciados em órgãos de comunicação social com valores mais altos. Viana, Camama, Benfica, Kilamba, 11 de Novembro, são zonas onde pontificam alguns projectos.
"A previsão de entrega dos nossos imóveis é de 12 meses. O cliente paga de entrada 40% do valor e o resto paga em seis prestações mensais", disse ao Expansão um promotor imobiliário. Questionado sobre o cumprimento de prazos para a entrega da habitação, garante que os prazos acordados com os clientes são...
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