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UNITEL: Depois do "apagão" nos serviços, uma sombra de dúvida desce sobre a operação financeira que levou a maior empresa de telecomunicações nacional à bolsa

UNITEL: Depois do "apagão" nos serviços, uma sombra de dúvida desce sobre a operação financeira que levou a maior empresa de telecomunicações nacional à bolsa

Esta gigantesca diferença agora tornada pública e que o semanário económico apelida de uma "verdadeira reserva oculta", que em dólares representa 600 milhões, é um diferencial "mantido em segredo por vários intervenientes". Esse dado significa que a maior operadora de telecomunicações de Angola, com mais de 20 milhões de clientes, pode ter sido parcialmente, os 15% postos em negociação bolsista, vendida substancialmente "abaixo do seu valor" de mercado. Esta notícia do Expansão começa com um alerta para a forte possibilidade de haver uma importante variável da Oferta Pública de Venda (OPV) de 15% do capital ter passado ao lado do mercado por não ter constado das apresentações públicas da operação. Além disso, essa discrepância não está anotada no prospecto e não está identificada pelos auditores às contas da UNITEL, embora esteja no Relatório e Contas de 2025, onde o Expansão foi encontrar este que é um dos "maiores activos escondidos" de uma empresa cotada em bolsa no país. O fosso explica-se, segundo este jornal, com a valorização da participação de 36,9% que a UNITEL detém no BFA e no balanço da operadora. Esta participação aparece registada por cerca de 29,2 mil milhões Kz, sendo que, utilizando como referência a cotação bolsista do BFA na passada terça-feira, essa mesma posição tem um valor aproximado de 600 mil milhões Kz. Uma diferença de 570 mil milhões, que equivale praticamente a 600 milhões de dólares norte-americanos ao câmbio actual, uma valorização potencial que não está reflectida no balanço da empresa e que pode ser vista como uma "reserva oculta". O jornal nota que, apesar desta situação duvidosa, ela pode ser "tecnicamente defensável" do ponto de vista contabilístico, embora isso dependa das normas internacionais aplicáveis e da forma como é feito o registo. Ou seja, a UNITEL, explica o Expansão, pode não estar obrigada a reconhecer essa valorização nas demonstrações financeiras, mas os especialistas contactados pelo jornal notam que a questão já não é contabilística, é de natureza de transparência de mercado devido a grandeza da diferença, que, por isso, deveria estar nas notas às demonstrações financeiras.

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