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Tensão no Estreito de Ormuz pode empurrar petróleo para os 120 dólares, alerta Goldman Sachs

Tensão no Estreito de Ormuz pode empurrar petróleo para os 120 dólares, alerta Goldman Sachs

O Goldman Sachs alertou que o preço do petróleo pode chegar aos 120 dólares por barril, caso os ataques a navios no Médio Oriente continuem a agravar-se, segundo uma nota do banco norte-americano citada pela agência Bloomberg. A instituição financeira prevê, em contrapartida, que o preço do brent possa recuar até aos 80 dólares por barril, caso as exportações da região regressem à normalidade. Segundo o co-responsável pela investigação de matérias-primas do Goldman Sachs, Daan Struyven, os acontecimentos dos últimos dias apontam para um “risco crescente” de que as perturbações no transporte marítimo “se alarguem e se intensifiquem”. No fim-de-semana de 5 e 6 de Setembro, foram reportados pelo menos três ataques dos Estados Unidos a navios petroleiros iranianos, numa escalada que já dura há mais de seis meses entre Washington e Teerão em torno do Estreito de Ormuz — uma das principais rotas mundiais de escoamento de petróleo. Em resposta aos ataques, o Irão admitiu vir a criar, “nos próximos dias”, uma “zona interdita” no Estreito de Ormuz. Segundo o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional iraniano, Mohsen Rezaí, essa zona terá início na “linha de bloqueio da marinha norte-americana” e incluirá sectores do Golfo, com qualquer navio que nela entre a ser colocado numa lista de sanções. Face à escalada das tensões, o Goldman Sachs recomenda aos investidores apostas no gás natural e no gasóleo como forma de capitalizar eventuais ganhos adicionais, num contexto em que os preços da energia têm subido de forma generalizada, com o gás natural e os produtos refinados a valorizar-se a um ritmo ainda mais acelerado do que o crude. Segundo Struyven, a China poderá funcionar como “uma força estabilizadora” no mercado petrolífero, ao restringir as suas importações da matéria-prima perante a subida dos preços. Esta segunda-feira, dia 7 de Setembro, o brent já ultrapassava os 95 dólares por barril, enquanto o crude negociava acima dos 91 dólares, reflectindo a contínua escalada do conflito entre Washington e Teerão pelo controlo do tráfego marítimo no Golfo Pérsico.

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