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SanlamAllianz falha novamente a margem de solvência mínima
A seguradora SanlamAllianz encerrou 2025 com uma margem de solvência de 63%, apesar de os seus capitais disponíveis terem registado um crescimento de 155%. De acordo com os cálculos de O Telegrama, com base no relatório e conta da companhia, estes capitais subiram de AOA 2,2 mil milhões (US$ 2,49 milhões) para AOA 5,80 mil milhões (US$ 6,36 milhões).
A margem de solvência é um indicador financeiro que representa o capital extra que uma seguradora deve manter para garantir que consegue cumprir os seus compromissos, mesmo em cenários de crise ou perdas inesperadas.
No entanto, para seguradora manter estabilidade financeira e garantir que consegue honrar com os seus comprimisos, precisa constituir uma margem avaliada em AOA 9,10 mil milhões (US$ 9,97 milhões) para melhorar os seus requisitos de funcionamento.
De acordo com o relatório da companhia, “a administração tem plena consciência de que a companhia ainda não cumpre os requisitos mínimos de solvência, encontrando-se, neste momento, a executar um plano de acção com vista à recuperação dos prejuízos acumulados e à reposição da conformidade regulamentar”.
Para a reposição da solvência da seguradora, a administração manifestou que se mantém dependente da aprovação, por parte da ARSEG, do plano de recuperação submetido pela Entidade em 6 de Fevereiro de 2026, da concretização do orçamento de actividade para 2026, aprovado pelo Conselho de Administração em 23 de Setembro de 2025 e do reforço de capitais aprovado em assembleia-geral de accionistas realizada a 6 de Fevereiro deste ano.
Segmento Não Vida posicionou-se como o principal motor dos prémios
Relativamente à produção da companhia, os prémios brutos emitidos cresceram 23% para AOA 54,01 mil milhões (US$ 59,22 milhões) face aos AOA 43,84 mil milhões (US$ 48,08 milhões).
O segmento Não Vida continuou a ser o principal motor da companhia, contribuindo com AOA 49,38 mil milhões (US$ 54,15 milhões) para o volume global de prémios. O relatório destaca ainda uma melhoria significativa na eficiência operacional, com o resultado da conta técnica a disparar 73% para atingir os AOA 15,7 mil milhões (US$ 17,26 milhões).
Apesar da ligeira redução na taxa de crescimento de prémios brutos emitidos (PBE), que passou de 25% para 23%, a empresa conseguiu optimizar a sua estratégia de resseguro, reduzindo a taxa de cedência bruta em nove pontos percentuais. Estes indicadores demonstram uma maior retenção de negócio e uma trajectória de consolidação da rentabilidade no mercado segurador.
Já os custos totais com sinistros ascendem a AOA 16,75 mil milhões (US$ 18,36 milhões) em 2025, face aos AOA 13,09 mil milhões em 2024 (US$ 14,35 milhões), representando um crescimento de 28%.
A taxa de sinistralidade da seguradora registou um de 1 ponto percentual. Saiu de 30% para 31%. A seguradora registou uma melhoria generalizada nos seus indicadores da taxa sinistralidade durante o exercício, com destaque para a queda acentuada nos ramos Automóvel e Acidentes.
No segmento automóvel, a sinistralidade recuou 11 pontos percentuais, fixando-se em 47%, enquanto o ramo de acidentes apresentou uma redução de 12 pontos percentuais para os 44%.
Esta tendência de queda estendeu-se também ao ramo Vida, que viu a sua sinistralidade baixar de 30% para 23%, reflectindo uma gestão de risco mais eficiente e uma seleção criteriosa da carteira de clientes. Em sentido inverso, os ramos de doença e transportes registaram ligeiros agravamentos, com as taxas de sinistralidade a subirem para 59% e 27%, respetivamente.
Por outro lado, a seguradora registou uma recuperação financeira assinalável ao encerrar o exercício com um lucro de AOA 1,50 mil milhões (US$ 1,64 milhões), revertendo o prejuízo de AOA 1,81 mil milhões (US$1,99 milhões) registado em 2024.
Este desempenho representa um crescimento expressivo de 183%, sinalizando uma inversão de ciclo na rentabilidade da seguradora, que conseguiu transitar de um terreno negativo para uma posição de lucro sólido num espaço de um ano.
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