Voltar ao Início
Refinaria do Lobito entre parceiros interessados e crédito solicitado a bancos - Execução física cresce 3% em oito meses e Governo mantém 2027 no horizonte

Refinaria do Lobito entre parceiros interessados e crédito solicitado a bancos - Execução física cresce 3% em oito meses e Governo mantém 2027 no horizonte

O Governo prevê que dois mil milhões de dólares venham de um sindicato bancário da China e USD 170 milhões de bancos comerciais angolanos, mas o ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino de Azevedo, reforça a ideia de que a iniciativa chegou a um ponto que tal indefinição já não representa preocupação. As palavras do governante foram proferidas nesta quarta-feira, 9, no termo da visita do Presidente do Botswana, Duma Boko. "O projecto tem avançado de acordo com o cronograma, a Sonangol está a assumir as despesas", referiu o governante, antes de ter revelado a existência de ofertas para financiamento e de empresas interessadas no Sonaref, designação do projecto. Apesar de ter adiantado que o estadista "ficou satisfeito com o que viu", numa altura em que a execução física anda em 26 por cento, com um investimento de 1,6 mil milhões de dólares, Diamantino de Azevedo sublinha que é necessário aguardar pela avaliação do Botswana para uma eventual participação. "Não queremos tomar decisão à pressa, observámos as etapas mais complexas do projecto. Continuamos a cumprir com as metas estabelecidas", disse o ministro, ao reforçar as valências do empreendimento no contexto regional. Já o presidente do Conselho de Administração da Sonangol, Sebastião Martins, que reiterou a entrada em funcionamento da primeira fase em Junho do próximo ano, deu a conhecer que o Fundo Soberano, os principais bancos comerciais e o sindicato de bancos chineses estão entre os "vários interessados". Acrescentou que o cumprimento das metas do Sonaref, delineado para processar 200 mil barris por dia, pode ser aferido nos testes dos tanques que recebem a água da conduta instalada no município do Biópio, pertencente ao Lobito antes da Divisão Política e Administrativa. Em Janeiro deste ano, quando o Presidente João Lourenço visitou as obras, os níveis de execução física estavam em 23 por cento e o custo final apresentado pela direcção do projecto foi de USD 6,3 mil milhões. Após a retoma das obras em 2023, a cargo dos chineses da CNEC e da brasileira Odebrecht, empresas fiscalizadas pela Dar Angola, prevê-se a conclusão em 2029, já com a indústria petroquímica incluída. O arranque da primeira fase será sem a gasolina, mas terá a nafta, muito próxima do derivado mais procurado, que será transformada em Luanda. Da Zâmbia, outro país atento ao desenrolar dos acontecimentos, as autoridades angolanas receberam, há mais de dois anos, garantias de uma participação até 15 por cento, metade da proposta apresentada ao Botswana, mas até agora nada se traduziu em negócio. Antes do reinício dos trabalhos, a Sonangol investiu mais de USD mil milhões nas chamadas infra-estruturas de apoio à refinaria, como terminal marítimo, estradas e terraplanem dos 3.800 hectares de área.

Gostou deste artigo?

Partilhe com os seus amigos ou explore mais funcionalidades do Falanga.

Descarregar App Falanga