Voltar ao Início
Quase 1,1 milhões de famílias angolanas sofrem de fome severa

Quase 1,1 milhões de famílias angolanas sofrem de fome severa

Os níveis de insegurança alimentar severa, em que as famílias não sabem quando nem o que comer, caíram para metade. Explica-se também pelo facto de o relatório, desta vez, ter uma amostra maior nas cidades face às zonas rurais, onde a fome mais dói. Se no papel há redução, no terreno não é bem assim. Catadores de lixo, no aterro sanitário dos Mulenvos, recolhendo resíduos, sem o mínimo de preucações de saúde. Em cada dez agregados familiares em Angola, um sofre de insegurança alimentar severa, o patamar mais grave da fome, seis sofrem de insegurança alimentar moderada, e três de insegurança alimentar leve, calculou o Expansão com base no Relatório sobre a Escala de Experiência de Insegurança Alimentar (FIES, na sigla inglesa) do Instituto Nacional de Estatística (INE) relativo a 2025. As vulnerabilidades sociais, como a pobreza, os altos níveis de desemprego e a perda de rendimento das famílias, estão na base deste fenómeno social que as ruas de Luanda e outras províncias do País não escondem. Extrapolando os resultados do FIES para o total de agregados familiares em Angola do Censo 2024 (9.110.616), quase 1,1 milhões de famílias vivem em situação de fome severa, 5,4 milhões encontram-se em insegurança alimen tar moderada, ou seja, têm ali mentação garantida para o dia de hoje, ainda que sem qualidade nu tricional, mas sem certeza quanto ao dia seguinte. Já 2,7 milhões de agregados encontram-se em insegurança alimentar leve, situação que não corresponde necessariamente à fome, mas em que o acesso regular a alimentos em quantidade suficiente e de qualidade nu tritiva não está assegurado. Este relatório do INE, em parceria com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), inquiriu 13.080 agregados familiares, dos quais 13.035 foram entrevistados com sucesso, o que corresponde a uma taxa de resposta de 99,7%, evidenciando um elevado nível de cobertura e adesão ao inquérito. A base do inquérito teve oito perguntas sobre a experiência de acesso a alimentos dos últimos 12 meses dos agregados familiares, recorrendo à metodologia FIES, desenvolvida pela FAO, que "permite captar diferentes níveis de severidade da insegurança alimentar, desde preocupações quanto ao acesso a alimentos até situações mais graves de privação alimentar, permitindo uma análise mais abrangente e centrada no indivíduo". Do inquérito, 11,7% dos agregados responderam sim à insegurança alimentar severa, 59,2% à moderada e 29,1% à leve. Em termos comparativos, a percentagem de insegurança alimentar severa, onde as famílias

Gostou deste artigo?

Partilhe com os seus amigos ou explore mais funcionalidades do Falanga.

Descarregar App Falanga