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Procura mundial de petróleo deverá registar a primeira queda anual desde 2020, diz AIE

Procura mundial de petróleo deverá registar a primeira queda anual desde 2020, diz AIE

A procura mundial de petróleo deverá diminuir pela primeira vez desde 2020, devido ao impacto da guerra no Irão na produção e nas exportações de petróleo no Médio Oriente, afirmou esta sexta-feira a Agência Internacional de Energia (AIE). No seu mais recente relatório sobre o mercado petrolífero, a AIE prevê que a procura global de petróleo diminua em 1 milhão de barris por dia (b/d) em 2026, em comparação com o ano anterior. Caso se confirme, será a primeira queda anual desde o auge da pandemia de Covid-19, em 2020. De acordo com a agência, a contração deste ano está “fortemente concentrada em determinados produtos e regiões”, uma vez que o encerramento do Estreito de Ormuz — uma rota marítima vital para o transporte de petróleo e gás — perturbou as exportações através do Golfo Pérsico. Os analistas acrescentam que a recuperação já está em curso, mas alertam que um novo agravamento do conflito poderá complicar a situação e tornar as perspectivas ainda mais incertas. A previsão da AIE baseia-se no pressuposto de que será alcançado um cessar-fogo e de que o Estreito de Ormuz será reaberto gradualmente. No entanto, esse cenário parece cada vez mais incerto, depois de os Estados Unidos e o Irão terem voltado a trocar ações hostis esta semana. Vários navios foram alvo de ataques e o tráfego no estreito voltou a reduzir-se drasticamente. “Embora o equilíbrio do mercado mundial de petróleo deva regressar a uma situação de excedente no final do ano, esta previsão depende da recuperação gradual do fluxo de navios-tanque através do Estreito, permitindo que os produtores retomem a exploração dos campos petrolíferos e que as refinarias no Médio Oriente e noutras regiões restabeleçam os envios de produtos”, afirma a AIE. “A retoma dos confrontos no Golfo esta semana evidencia os riscos de não se alcançar um acordo de paz duradouro, condição indispensável para a normalização dos mercados petrolíferos.”

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