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Petróleo volta a ganhar fôlego à sombra dos ataques no Médio Oriente
Os preços do petróleo negoceiam em ligeira alta esta quarta-feira, impulsionados pelos receios de uma nova escalada do conflito no Médio Oriente e de eventuais perturbações no abastecimento global de crude, numa altura em que persistem os ataques na região e as atenções estão centradas no estreito de Ormuz.
Pelas 09h00 de Luanda, o Brent do Mar do Norte, referência para as exportações angolanas, avançava 0,3%, para 106,0 USD por barril, depois de ter recuado 0,9% na sessão anterior. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência para o mercado norte-americano, valorizava 0,2%, para 94,3 USD por barril. Em sentido contrário, o gás natural negociado em Amesterdão perdia 1,1%, para 86,3 euros por megawatt-hora.
A evolução das cotações ocorre num contexto de elevada tensão geopolítica. O Irão continua a atacar petroleiros no estreito de Ormuz, enquanto a Arábia Saudita voltou a intercetar mísseis e drones lançados pelos rebeldes Houthis, do Iémen. Na noite de terça-feira, a sede da petrolífera estatal saudita Aramco, em Dhahran, foi atingida durante um ataque, provocando um incêndio, sem registo de feridos ou vítimas mortais.
Apesar dos riscos de segurança, o tráfego marítimo através de Ormuz mantém-se, com os fluxos de crude nesta passagem estratégica a aproximarem-se dos níveis registados antes da guerra. Os Estados Unidos afirmam ter apoiado o transporte de mais de 19 milhões de barris de petróleo, ao mesmo tempo que mantêm o bloqueio aos navios que tentam chegar aos portos iranianos.
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