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Petróleo: Barril em retracção ligeira após Trump tirar, de novo, o dedo do gatilho
Mas não muito, porque uma retacção de 2%, não é traduzível pelo acreditar entre os analistas de que desta vez a guerra foi afastada para lá do Estreito de Ormuz, sendo, como de costume, resultado da inconstância das decisões do Presidente dos EUA.
Alias, o próprio Donald Trump, que tem, nas últimas semanas, mantido os mercados sob o signo da montanha-russa, avisou, pouco depois de ter dito que tinha tirado o dedo do gatilho, que a guerra poderia recomeçar em menos de 72 horas.
Isto, se o Irão não aceitar as condições norte-americanas para um acordo de paz, que, na verdade, têm vindo a aliviar-se da sua rigidez inicial, mantendo o tom ameaçador mas, por exemplo, deixando cair a exigência de desmantelamento do programa avançado de misseis iraniano.
Mantendo, contudo, a decisão de não deixar Teerão avançar para a construção de uma arma nuclear fazendo progressos no seu programa de enriquecimento de urânio, o que pode ser, como notam vários analistas, a porta de saída airosa de que Trump preciso.
É que em momento nenhum o Irão deu como uma aposta oficial a questão do enriquecimento de urânio para uso militar.
E é neste contexto que o barril de Brent, a referência principal para as exportações angolanas, estava, perto das 14:20, hora de Luanda, nesta quarta-feira, 20, a valer 108,3 USD, menos 2.3% que no fecho anterior dos mercados, com o WTI em Nova Iorque, determinante para sentir o pulso da economia norte-americana, com desempenho semelhante, fixando-se nos 101,4 USD.
É o optimismo relativo entre traders que está a !esmagar" o valor do barril, mas não é por acreditarem em Trump quando este diz que o crude vai baixar "muito depressa em breve", é porque a economia global está a chegar ao seu limite de resiliência para aparar os golpes desferidos pelos altos e baixos temperamentais do Presidente norte-americano.
Até porque, no que é realmente importante neste "grand jeu", o Estreito de Ormuz, por onde passa 20% do gás e do crude mundiais, mantém-se fechado, ou com tráfego limitado, devido à ausência de um acordo entre Teerão e Washington (ver links em baixo).
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