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Obrigações sustentáveis do BAI em destaque em encontro internacional em Madrid
O encontro reuniu representantes de governos, instituições financeiras, organizações de desenvolvimento e sector privado para debater soluções que permitam transformar prioridades nacionais em investimentos e resultados de desenvolvimento sustentável.
A documentação oficial apresenta as obrigações sustentáveis do BAI como um exemplo de mobilização de capital privado para investimentos alinhados com compromissos ambientais.
A sessão dedicada ao financiamento do desenvolvimento, clima e da natureza incluiu a experiência angolana entre os casos propostos para a partilha de aprendizagens e discussão de possibilidades de replicação.
Coube à administradora Irisolange Verdades, partilhar a experiência da entidade bancária, apresentando o percurso que conduziu à primeira emissão de obrigações sustentáveis no mercado angolano. “Transformamos uma visão em compromissos, os compromissos numa estratégia e a estratégia em capital para o desenvolvimento”, afirmou.
A operação do maior banco em activo do mercado angolano mobilizou 57,5 mil milhões de kwanzas, equivalentes a 115% dos 50 mil milhões inicialmente disponibilizados e recebeu 454 ordens de subscrição. As obrigações foram admitidas à negociação na Bolsa de Dívida e Valores de Angola (BODIVA), em Setembro de 2026.
Os recursos destinam-se ao financiamento e ao refinanciamento de projectos elegíveis com benefícios ambientais e/ou sociais, de acordo com os critérios definidos no quadro de referência da emissão e no prospecto do banco. As categorias elegíveis estão alinhadas com os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas e com a estratégia de sustentabilidade do BAI.
A emissão insere-se no trabalho desenvolvido pelo banco com o apoio técnico do PNUD e de parceiros internacionais, como o ALCB Fund, investidor âncora de emissão. Em Setembro de 2025, as duas instituições assinaram um Memorando de Entendimento que visou reforçar competências em finanças sustentáveis, promover o desenvolvimento do mercado de capitais e fomentar o financiamento dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável em Angola.
A inclusão do BAI no programa de Madrid coloca a experiência angolana no debate internacional sobre o papel do sector financeiro na mobilização de recursos para o desenvolvimento sustentável. O caso demonstra a capacidade do País para gerar as suas próprias soluções de financiamento, conforme sustentou a executiva do BAI no Financing the SDGs Dialogue 2026.
“Angola não é apenas um país com necessidades de financiamento. É um país com instituições, projectos e oportunidades capazes de construir soluções credíveis, atrair capital e financiar o seu desenvolvimento sustentável”, concluiu Irisolange Verdades.
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