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O verdadeiro teste não será o número de bancos correspondentes que recuperarmos
O secretário de Estado para as Finanças e Tesouro, Ottoniel dos Santos, defendeu esta sexta-feira que o regresso dos bancos correspondentes a Angola só poderá ser considerado um verdadeiro sucesso se se traduzir em mais investimento e num maior impacto na economia real.
Na sessão de abertura da XVI edição do Fórum Banca do Expansão, dedicada ao tema "A Internacionalização da Banca no Mercado de Capitais e o Regresso dos Correspondentes: Desafios e Oportunidades", o governante sublinhou que o principal desafio vai muito além do restabelecimento das relações de correspondência bancária.
"O verdadeiro teste não será o número de bancos correspondentes que recuperarmos, nem o número de operações internacionais que realizarmos. O verdadeiro teste será saber se essa nova confiança se traduz em mais investimento, mais empresas competitivas, mais emprego qualificado e melhores oportunidades para os angolanos. Esse é, afinal, o propósito maior de qualquer sistema financeiro: servir a economia para melhorar a vida das pessoas", afirmou.
Segundo o secretário de Estado, o maior activo em discussão neste momento não são apenas as infra-estruturas financeiras ou os acordos de correspondência bancária, mas sobretudo a confiança.
"É sobre a confiança que se constroem os mercados, se mobiliza investimento e se financia o desenvolvimento", salientou.
Ottoniel dos Santos defendeu que Angola deve continuar a aprofundar as reformas do sistema financeiro, reforçando o mercado de capitais e criando condições para aumentar o financiamento da economia.
Nesse sentido, considerou essencial aprofundar a liquidez do mercado, alargar a base de investidores, incentivar novas emissões de valores mobiliários e reforçar a literacia financeira das empresas e dos cidadãos.
Digitalização exige inovação sem perder a confiança
O governante destacou igualmente o impacto da transformação digital na actividade bancária, considerando que a inovação tecnológica e a crescente utilização da inteligência artificial estão a alterar de forma estrutural o funcionamento do sector financeiro.
Ainda assim, alertou que a modernização tecnológica deve ser acompanhada pela preservação dos princípios fundamentais da actividade bancária.
"O futuro da banca será, inevitavelmente, mais digital. Mas deverá continuar a assentar sobre princípios que permanecem intemporais: confiança, prudência, solidez e responsabilidade", concluiu.
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