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Modernização do INAMET avança com financiamento próximo de 100 milhões de dólares

Modernização do INAMET avança com financiamento próximo de 100 milhões de dólares

Angola prepara uma nova fase de modernização do Instituto Nacional de Meteorologia e Geofísica (INAMET), com um financiamento externo próximo de 100 milhões de dólares, num projecto que reforça a capacidade de previsão climática, mas que também levanta questões sobre o aumento da dívida pública. O programa, conhecido como “INAMET 2”, surge depois de uma primeira fase avaliada em cerca de 60 milhões de euros, apresentando agora um novo pacote financeiro que ultrapassa os 99 milhões de euros — o equivalente a aproximadamente 100 milhões de dólares. O novo investimento foi autorizado através de crédito externo e está dividido em duas componentes: uma principal de 72,25 milhões de euros e outra de cerca de 27 milhões de euros. O financiamento está associado a um acordo com a empresa francesa Météo France International, tendo sido formalizado sob coordenação do Ministério das Finanças. O projecto visa uma modernização global do INAMET, incluindo a aquisição de equipamentos de última geração, melhoria dos sistemas de previsão e reforço das infraestruturas. Entre os objetivos está o aumento da capacidade de resposta a fenómenos extremos, bem como o apoio a sectores estratégicos como a agricultura, a gestão de recursos hídricos e a aviação. Na fase anterior, o instituto já tinha avançado com a instalação de uma sala de previsões, aquisição de estações meteorológicas, agro-meteorológicas, hidrológicas, aeronáuticas e sísmicas, além da expansão da rede de observação em várias províncias. Foi também adquirido um supercomputador para reforçar o processamento de dados meteorológicos. A nova aposta do Executivo pode ser lida como um investimento estratégico na adaptação às alterações climáticas e na prevenção de desastres naturais. No entanto, o recurso a financiamento externo volta a colocar em cima da mesa o impacto destes projectos no aumento da dívida pública. Com fenómenos climáticos cada vez mais frequentes e intensos, o reforço da capacidade de previsão meteorológica ganha peso político e económico — mas o custo dessa modernização continua a ser um tema sensível nas contas do Estado.

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