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Ministro esclarece declarações  na conferência do sector avícola

Ministro esclarece declarações na conferência do sector avícola

Isaac dos Anjos, ministro da Agricultura, em declarações na conferência sobre o sector avícola que o Expansão reproduziu num artigo, "atacou" as instituições internacionais que não financiam PEP´s, mostrando desacordo com aquilo que são actuais práticas. E vem agora reforçar a sua opinião. Isaac dos Anjos começa por referir em nota em nota enviada ao Expansão que "as instituições internacionais não são elas mesmo diferentes ou indiferentes às percepções, e são as percepções induzidas que deixam a marca negativa de Angola lá fora e os PEP [Pessoas Politicamente Expostas, na sigla em inglês] pouco têm a ver com o caso e, "carregam o fardo por causa do SCGA próprio de regimes em transição". "Se persistirem no erro de perseguir o fantasma, ficarão mais 10 anos a consumir salários, despesas administrativas, relatórios inócuos e difamação sobre a corrupção do corpo sempre desejoso das quinquilharias e de produtos alimentares produzidos nas metrópoles europeias ou no novo sul global e não encontrarão nenhuma empresa angolana para financiar, e muito menos, empresas da periferia marginalizada, produtoras de produtos ditos de baixa qualidade até para rações. Conforme foi referido na aludida conferência". O ministro lembra depois que "a reputação de Angola não melhorou, mesmo no tempo em que o BNA punha na rua por semana 500 milhões USD. A pressão sobre as divisas exerce-se pelo sector empresarial e é este que descontroladamente ajudou a manchar a reputação. Os PEP, eventualmente alguns tiraram partido, mas a grande maioria viu lulas e por isso, devemos sim reagir para não sermos continuamente misturados, o País devassado pela vergonha da difamação sem provas fundadas contra os acederam integrar a Administração Pública". E desafia: "Apliquem o rigor e não se escondam por detrás do epíteto para justificar a inércia na dita monitorização. Aprofundem a gre lha da transparência do "due deli gence" tornando-a pública e não sujeita à vontade do funcionário do balcão; sigam o rasto das remessas de ajuda familiar e das massivas transferências de capital e verão , então, que os escrutinados trarão para a economia mais investimentos estruturados e para o País melhores condições de vida e bem-estar. Porque este tema nos obrigaria a revelar coisas que não nos compete fazer fiquemos com o seguinte", diz e passa a explicar :"na sequência das afirmações que me foram atribuídas sobre o financiamento dos PEP, cumpre-me esclarecer que não defendo os PEP por serem PEP, mas sim por uma questão de escala e dimensão da economia nacional. A economia angolana precisa de aproveitar todo o capital humano, incluindo aqueles que serviram o Estado, para gerar crescimento e alavancar o desenvolvimento. A exclusão automática desses cidadãos do acesso a financiamento, contraria o princípio da igualdade e limita a capacidade produtiva do País". E concretiza esta ideia: "Exis tem mecanismos legais e regulatórios que asseguram transparência e controlo de riscos. A sua aplicação deve ser equitativa, sem discriminações baseadas na condição política de cada cidadão. Da mesma forma, é fundamental reconhecer a legitimidade da comunicação regulada entre o sector público e privado, característica de qualquer economia moderna. Condenar os servidores públicos à exclusão após o exercício de funções afasta quadros competentes e abre caminho às habilidades que travam o progresso nacional". A finalizar deixa o desafio: "Tal vez o debate deva evoluir para o verdadeiro cerne da questão da transparência: que haja escrutínio e registo de interesses, sim, mas também coerência e clareza. Só assim evitaremos práticas paradoxais e opacas que penalizam brutalmente o País e a sua economia, beneficiando apenas os menos aptos ou, no linguajar angola no, os espertos. Fico aberto para outros debates a propósito".

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