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MinFin quer abrir mercado de dívida interna a investidores estrangeiros

MinFin quer abrir mercado de dívida interna a investidores estrangeiros

Governo quer aproveitar a "boleia" do JP Morgan, que está a criar um novo índice para dívida soberana de mercados emergentes, para atrair investidores estrangeiros. Mas ainda falta preparar o terreno para eliminar a burocracia que envolve a compra de títulos por não residentes. O Governo pretende abrir o mercado interno de dívida do Estado a investidores estrangeiros e está em negociações com os norte- -americanos do JP Morgan para a inclusão num novo índice de dívida de mercados fronteiriços em moeda local, concebido para dar resposta ao crescente apetite dos investidores por activos de elevado rendimento e diversificados fora dos grandes mercados emergentes, revelou esta semana a ministra das Finanças, Vera Daves de Sousa. "Queremos ver se conseguimos ganhar escala, mas para que isso aconteça precisamos de ter um canal claro", disse, acrescentando que "estamos a manter um diálogo estreito sobre como podemos explorar melhor o potencial que o mercado obrigacionista local tem para os investidores". Os mercados de dívida em mercados emergentes têm-se tornado uma classe de activos altamente atractivos para investidores estrangeiros devido às taxas de remuneração que representam. Acresce que em muitos casos existe um potencial de retorno duplo, juntando os elevados juros com eventuais ganhos cambiais com valorização das moedas desses países. Por norma, os juros nestes mercados emergentes são mais altos já que são consequência de inflações elevadas, como é o caso de Angola. Ainda assim, mesmo ajustados à inflação local, os rendimentos reais destas obrigações soberanas por norma superam os ganhos que um investidor teria por investir nos mercados tradicionais. Mas há sempre o outro lado da moeda, já que estas economias por norma enfrentam desafios maiores e o risco de incumprimento é sempre maior (e isso reflecte-se nas taxas de juro altas). Da mesma forma que o câmbio pode elevar os ganhos, uma desvalorização abrupta por arrasar esses ganhos. Tendo como cenário o que aconteceu em Angola em 2023, depois de em 2022, ano de eleições gerais, o Tesouro ter valorizado artificialmente o Kwanza (inundando o mercado com os dólares que entram no país devido à alta de preços do petróleo naqueles anos), a moeda nacional desvalorizou 39%. E olhando para a actualidade, em que o Kwanza está praticamente estagnado na casa dos 812 Kz por dólar há praticamente dois anos, num cenário em que persiste um défice superior a 1,2 mil milhões USD entre a procura manifestada pela banca e a oferta real de moeda estrangeira disponível para... Leia o artigo integral na edição 893 do Expansão, sexta-feira, dia 11 de Setembro de 2026, em papel ou versão digital com pagamento em kwanzas. Saiba mais aqui

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