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Michael Kremer nomeado Economista-Chefe do Grupo Banco Mundial

Michael Kremer nomeado Economista-Chefe do Grupo Banco Mundial

A nomeação, que entra em vigor a 1 de Outubro de 2026, coloca à frente da principal função económica da instituição um dos investigadores mais reconhecidos na área da economia do desenvolvimento, conhecido pelo recurso a métodos experimentais para avaliar políticas públicas e identificar intervenções com capacidade de produzir resultados concretos. Segundo Ajay Banga, Kremer assume o cargo num contexto marcado por desafios significativos, entre os quais a necessidade de criar empregos para uma população jovem em rápido crescimento. O presidente do Grupo Banco Mundial destacou que mais de 1,2 mil milhões de jovens deverão atingir a idade activa na próxima década, aumentando a pressão sobre os países em desenvolvimento para gerar oportunidades de emprego e crescimento económico. “Michael passou sua carreira não apenas identificando o que funciona no desenvolvimento, mas provando isso em escala”, afirmou Ajay Banga, citado pelo Grupo Banco Mundial, acrescentando que este tipo de abordagem será importante para responder aos desafios de desenvolvimento actualmente existentes. O economista é particularmente conhecido pela utilização de ensaios clínicos randomizados para testar a eficácia de políticas e programas, uma abordagem que ajudou a alterar a forma como parte da economia do desenvolvimento avalia intervenções destinadas à redução da pobreza. Em 2019, Kremer recebeu conjuntamente o Prémio Nobel de Economia com Abhijit Banerjee e Esther Duflo pela sua “abordagem experimental para aliviar a pobreza global”. A sua investigação abrange áreas como crescimento económico, mudanças tecnológicas, educação, saúde, agricultura, água e finanças nos países em desenvolvimento. A lógica central do seu trabalho consiste em testar soluções, medir os seus resultados e identificar aquelas que podem ser ampliadas para alcançar um número maior de beneficiários. Na sua primeira declaração após a nomeação, Kremer destacou alguns dos principais desafios que deverão marcar a agenda de desenvolvimento nos próximos anos: criação de empregos em larga escala, mobilização de capital privado para financiar o desenvolvimento e expansão do acesso a serviços essenciais, como saúde e educação. O economista também apontou a tecnologia como uma fonte de oportunidades para acelerar o crescimento e melhorar o bem-estar, defendendo o papel dos dados, da investigação e das evidências na orientação das decisões de empresas e governos. “O Grupo Banco Mundial possui uma enorme capacidade de pesquisa para desenvolver e testar soluções inovadoras para problemas de desenvolvimento, e o alcance operacional para ampliá-las e melhorar a vida das pessoas”, afirmou Kremer. A nível académico, Kremer possui doutoramento em Economia pela Universidade de Harvard e é, actualmente, Professor Universitário e director do Development Innovation Lab da Universidade de Chicago. Antes de ingressar na Universidade de Chicago, foi Professor Gates de Sociedades em Desenvolvimento no Departamento de Economia da Universidade de Harvard. Entre as distinções que recebeu estão a MacArthur Fellowship, a eleição para a Academia Nacional de Ciências e para a American Academy of Arts and Sciences. É também membro presidencial do corpo docente, cofundador do Bureau for Research and Economic Analysis of Development e investigador associado do National Bureau of Economic Research. Lagarde: “Estamos diante de um nível de incerteza que pode mudar as coisas da noite para o dia” Lucro da ARSEG cresce 37,98% e soma US$ 1,61 milhões em 2025 Roadshow do Standard Bank marca início da OPV 70,1% dos utilizadores consideram que indicadores do INE reflectem a realidade do país Women Rising: projecto angolano que dá voz às mulheres da diplomacia internacional

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