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Mercados aliviam tensão e petróleo recua após sessão de grande volatilidade

Mercados aliviam tensão e petróleo recua após sessão de grande volatilidade

Os preços do petróleo seguem em queda esta terça-feira, depois de uma sessão marcada por forte volatilidade, à medida que os investidores reagem aos mais recentes desenvolvimentos no conflito entre Israel e o Irão. A escalada militar entre os dois países levou inicialmente os preços do crude a dispararem mais de 5% na segunda-feira, reflectindo os receios de uma interrupção da oferta global. No entanto, o anúncio de uma suspensão das hostilidades, após pressão exercida pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, contribuiu para aliviar as preocupações dos mercados e inverter parte dos ganhos registados. Por volta das 09h00, em Luanda, o Brent, referência para as exportações angolanas, recuava 1,1% para 93,3 USD por barril, após ter encerrado a sessão anterior com uma valorização próxima de 1%. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência para o mercado norte-americano, perdia 1,5%, negociando nos 89,9 USD por barril, abaixo da fasquia dos 90 USD. Asim, a troca de ataques registada no início da semana voltou a colocar em risco os esforços diplomáticos para estabilizar a região. Teerão acusa Israel de ter conduzido as operações militares em coordenação com os Estados Unidos, agravando as tensões num momento em que as negociações de paz continuam sem progressos significativos. A situação mantém igualmente sob pressão o estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte mundial de petróleo, cuja operacionalidade continua condicionada pelo conflito. Perante o agravamento das tensões e os efeitos nos mercados energéticos, Donald Trump apelou repetidamente à contenção das partes envolvidas, numa altura em que os preços da energia constituem um tema sensível para a economia norte-americana. Já ao final do dia, o Presidente dos Estados Unidos afirmou que o país poderá declarar uma "vitória total" sobre o Irão nas próximas duas semanas. Trump garantiu que os contactos diplomáticos prosseguem e reiterou a convicção de que os preços do petróleo deverão recuar assim que o conflito for definitivamente ultrapassado.

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