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Mastercard e Banco Sol lançam cartões pré-pagos para PME angolanas
A Mastercard e o Banco Sol vão lançar em Maio dois cartões pré-pagos destinados a pequenas e médias empresas e a consumidores em geral em Angola. A parceria, anunciada esta semana, visa colmatar uma lacuna conhecida no mercado financeiro angolano: a maioria das PME continua sub-atendida pelo sistema bancário tradicional, com acesso limitado a meios de pagamento e instrumentos de gestão financeira.
Os dois cartões têm propostas distintas. Um é dirigido especificamente a PME, com benefícios orientados para necessidades empresariais. O outro é destinado aos clientes do Banco Sol em geral. Ambos assentam na infraestrutura de pagamentos pré-pagos da Mastercard e incluem componentes de literacia financeira — um sinal de que o objectivo não é apenas disponibilizar um produto, mas alterar hábitos e capacitar utilizadores.
O contexto que justifica a aposta
O lançamento ocorre num momento em que a economia angolana regista um dos seus melhores desempenhos recentes. Segundo o Instituto Nacional de Estatística, o PIB cresceu 5,7% em termos homólogos no quarto trimestre de 2025 — um dos resultados trimestrais mais expressivos dos últimos anos. O crescimento foi impulsionado pelo sector não petrolífero, com contribuições do comércio, pescas, construção e indústria transformadora.
É precisamente nesse sector não petrolífero — onde as PME têm maior peso — que a inclusão financeira continua a ser um obstáculo ao crescimento. Sem acesso a meios de pagamento digitais, muitas empresas ficam fora das cadeias de valor formais e têm dificuldade em aceder a financiamento.
O que dizem os parceiros
Gabriel Swanepoel, presidente da divisão para África da Mastercard, foi direto na justificação estratégica: “Quando as pequenas empresas vencem, todos vencem.” Para a Mastercard, Angola é um mercado prioritário num continente onde a inclusão financeira ainda tem muito espaço para crescer.
Osvaldo Salvador Lemos Macaia, CEO do Banco Sol, enquadrou o lançamento na missão de chegar a “sectores menos servidos” — tanto empresas como indivíduos — que hoje ficam de fora do crescimento económico por falta de acesso a instrumentos financeiros básicos.
A parceria entre as duas instituições não é nova, mas este lançamento representa uma extensão significativa do seu alcance — da banca tradicional para o segmento das PME e para a economia informal que Angola quer progressivamente formalizar.
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