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Lucro do BAI recua 20% para 181 mil milhões Kz nos primeiros nove meses
Apesar deste recuo no acumulado dos nove meses, a instituição financeira apresentou uma recuperação no terceiro trimestre isolado ao fixar um lucro de 65,4 mil milhões Kz.
O Banco Angolano de Investimentos (BAI) encerrou os primeiros nove meses do ano com um resultado líquido de 181 mil milhões Kz, o que representa um recuo de 20% em comparação com os 226 mil milhões Kz registados em Setembro de 2025.
No plano da estrutura patrimonial, o activo líquido do banco ascendeu a 5,4 biliões Kz no final de Setembro de 2026, com um avanço de 10,5% em termos homólogos frente aos 4,9 biliões Kz de Setembro de 2025. A expansão do balanço reflecte o dinamismo na concessão de crédito e na carteira de investimentos em títulos e valores mobiliários, num período em que o rácio de crédito em incumprimento superior a 90 dias se fixou em 6,7%.
A evolução das receitas operacionais revelou tendências opostas: a margem financeira cresceu 18% em termos homólogos e atingiu 325 mil milhões Kz (frente aos 274 mil milhões Kz de Setembro de 2025). Em contrapartida, a margem complementar sofreu um recuo de 48% para 81 mil milhões Kz (contra 155 mil milhões Kz no ano transacto), penalizada pelos resultados de negociação de instrumentos financeiros e comissões. Deste modo, o produto bancário global situou-se nos 406 mil milhões Kz, com uma redução de 5% em termos homólogos.
Nas operações comerciais, a captação de recursos de clientes registou uma subida homóloga de 4,8% para 4,02 biliões Kz (comparados com os 3,83 biliões Kz de Setembro de 2025). Por sua vez, o crédito líquido concedido à economia expandiu 18,3% em termos homólogos, ao passar de 1,17 biliões Kz para 1,38 biliões Kz no fecho do terceiro trimestre de 2026. A carteira de investimentos e activos financeiros (títulos) fixou-se em 2,23 biliões Kz no final do período.
No capítulo da eficiência e capitalização, os custos de estrutura cresceram 30% em termos homólogos para 176 mil milhões Kz, o que elevou o rácio cost-to-income para 43,4% (face aos 31,7% apurados em Setembro de 2025). A rendibilidade dos capitais próprios (ROAE) fixou-se em 25,0%, enquanto a solvabilidade se manteve sólida, com o Rácio de Fundos Próprios Regulamentares (RFPR) em 28,7%, em linha com os 28,9% registados no período homólogo.
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