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Investimento de angolanos em Portugal dispara 34% para 3.096 milhões USD
Investimentos da Sonangol - que resultam de reinvestimento de lucros obtidos neste e noutros países - e compra de imóveis nesta fase que é considera a terceira vaga migratória para Portugal, estão na base do crescimento do investimento de angolanos neste país europeu.
O stock de investimento de angolanos em Portugal disparou 34% ao passar de 2.306 milhões USD para 3.096 milhões em 2025, de acordo com cálculos do Expansão com base no relatório do Banco Nacional de Angola (BNA) sobre a Balança de Pagamentos e Posição do Investimento Internacional de Angola. Isto apesar de a carteira de investimentos fora de Angola apenas ter crescido 120 milhões para 5.445 milhões USD no ano passado.
Neste relatório, o banco central apenas identifica cinco locais onde os angolanos têm investimentos fora do País, nomeadamente Portugal (que tem a offshore da ilha da Madeira), os paraísos fiscais Maurícias e Ilha de Man, bem como São Tomé e Cabo Verde (ver gráfico). O BNA cataloga os restantes investimentos em "Outros", impedindo aferir em que países os angolanos têm os seus investimentos, isto apesar de representarem 23% do investimento dos angolanos lá fora.
Note-se que face a 2024 há uma queda de 733 milhões USD na carteira de investimentos catalogada como "Ou tros" o que compara com o crescimento em 790 milhões USD do stock de investimentos domiciliados em Portugal. Também o stock nas ilhas Maurícias subiu 70 milhões USD, enquanto na Ilha de Man caiu 4 milhões (ver gráfico).
O investimento directo es trangeiro pode concretizar-se sob a forma de capital, por exemplo através da compra de acções dessas empresas ou de investimento imobiliário, ou até sob a forma de instrumentos de dívida, como a concessão de empréstimos ou de créditos comerciais ou aquisição de títulos de dívida emitidos por essas empresas.
Os dados do BNA fazem apenas referência ao valor do stock de investimento lá fora, bem como a percentagem do stock distribuído por estes cinco países, não permitindo apurar como é que se justifica um crescimento tão substancial no stock de investimento em Portugal, em contraponto com a descida em 38% do stock...
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