Voltar ao Início
Internacionalização da Sonamet com "escala" no Japão para forçar Governo a baixar carga tributária - Fabrico de estruturas para o petróleo namibiano à beira do início
O Brasil, também com "importantes descobertas", é outro mercado em perspectiva, que leva a Sonamet a apostar em serviços competitivos face à concorrência de países como Egipto e a China no fabrico de estruturas para a prospecção de petróleo.
Esta competitvidade passa, segundo responsáveis da empresa, por isenções fiscais na importação da matéria-prima e exportação do produto ajustado às necessidades dos seus clientes no exterior. S
De acordo com o director comercial e marketing, Sandro Ferreira, a carga tributária, não sendo adversa à realidade na indústria em Angola, acaba por representar um entrave quando a conversa for a exportação.
"Isto face aos vizinhos da Namíbia, por exemplo, já que encontramos uma África do Sul. Não podemos perder a corrida", assinalou o director, no termo de uma visita do governador provincial à Sonamet, empresa com áreas de soldadura, caldeireira, departamento de engenharia, centro de formação, entre outras.
"Na Namíbia, onde somos conhecidos, falta apenas o avanço, até porque já está identificado o tipo de estruturas. Precisamos, pois, de aperfeiçoar o activo no domínio fiscal para sermos competitivos na arena internacional", referiu Sandro Ferreira.
Numa altura em que decorrem, neste sentido, negociações com os Ministérios das Finanças, Petróleo e da Indústria, o director-geral da Sonamet, Domingos Augusto, lembra que Angola é "subscritora integral" da Convenção de
Kyoto, um instrumento internacional para simplificação e harmonização dos regimes aduaneiros, adoptada em 1973 pela Organização Mundial das Alfândegas (OMA).
Com a produção petrolífera no País (pouco acima de 1 milhão de barris/dia) muito aquém do pico, consequência de uma actividade cíclica, a operadora olha para a internacionalização, mas, internamente, acalenta esperanças quando, a título elucidativo, tem ao lado o projecto da refinaria do Lobito.
Actualmente, executa um projecto para os blocos 20/21, avaliado em 1 milhão e 100 mil dólares e em fase de desenvolvimento, aquela que sucede à descoberta e exploração, quando implementou já acções que custaram entre USD 140 e 160 milhões.
Após ter formado 80 soldadores namibianos, a Sonamet Industrial, implantada numa área de 80 hectares, com dois cais, armazéns e oficinas mecânicas e eléctricas, fechou o seu centro de formação, denominado Paulo Teixeira Jorge, justamente em consequência do contexto actual.
Aliás, o governador provincial de Benguela, Manuel Nunes Júnior, visitou um estaleiro com 140 funcionários, contra os anteriores 2.500, que chegaram a colocar a empresa a trabalhar mais de 3 milhões e 250 mil horas.
Com preocupação, ainda que a força de trabalho seja maioritariamente angolana (80%), o governante assumiu que uma empresa capaz de fornecer equipamentos para manutenção e extracção de petróleo deve ser apoiada no sentido de resolver os problemas fiscais. "Será mais competitiva a nível regional, sobretudo em termos de preços, o que permitirá alcançar mais mercados", frisou Nunes Júnior, convicto de que os incentivos fiscais serão vistos em sede das negociações em curso.
O outro accionista da Sonamet, empresa criada em 1998, é a francesa Subsea7 (60%). Em Angola, tem como clientes, entre outros, a ExxonMobil, BP e Azzule.
Gostou deste artigo?
Partilhe com os seus amigos ou explore mais funcionalidades do Falanga.
Descarregar App Falanga