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Inflação na Zona Euro acelera para 3% em Abril com energia a disparar mais de 100%
A inflação na Zona Euro subiu para 3% em Abril, face aos 2,6% de Março, impulsionada sobretudo pela energia, cuja taxa de variação homóloga mais do que duplicou, segundo a estimativa rápida do Eurostat.
A inflação na Zona Euro voltou a acelerar em Abril, atingindo os 3% em termos homólogos, o que representa uma subida de 0,4 pontos percentuais face aos 2,6% registados em Março, de acordo com os dados divulgados pelo Eurostat.
O principal motor desta subida foi o sector energético, cuja inflação disparou para 10,9%, mais do que duplicando face aos 5,1% observados no mês anterior — um aumento de 5,8 pontos percentuais, equivalente a uma variação relativa superior a 110%.
Entre as restantes componentes, os bens industriais não energéticos também registaram uma aceleração significativa, passando de 0,5% para 0,8%, o que corresponde a um aumento relativo de cerca de 60%, ainda que partindo de níveis baixos.
Já os preços dos alimentos, bebidas alcoólicas e tabaco subiram ligeiramente, de 2,4% para 2,5%, enquanto os serviços desaceleraram marginalmente, de 3,2% para 3,0%, sendo este o único grande agregado a contrariar a tendência de subida.
Este novo aumento da inflação coloca pressão adicional sobre o Banco Central Europeu, que mantém como meta uma taxa de 2%. Abril marca assim o segundo mês consecutivo acima deste objectivo, reforçando os desafios para a política monetária num contexto de incerteza global.
Apesar disso, os mercados não antecipam alterações imediatas nas taxas de juro na reunião desta quinta-feira, com o BCE a optar, para já, por avaliar a evolução dos preços e o impacto dos choques externos, nomeadamente a subida dos preços da energia associada às tensões geopolíticas.
A autoridade monetária já vinha alertando para uma pressão inflacionista temporária ligada ao encarecimento das matérias-primas energéticas, em particular do petróleo, num contexto de instabilidade nos mercados internacionais.
Analistas admitem, no entanto, que a persistência destes aumentos — sobretudo se a energia continuar a pressionar os preços — poderá atrasar um eventual ciclo de descida das taxas de juro na Zona Euro.
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