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IDE não petrolifero dispara 187% para 971,8 milhões USD, o mais alto em 18 anos
O valor registado no I semestre deste ano já supera o total de 2025 e é apenas inferior ao IDE não petrolífero de 2008. Como o BNA regista apenas os fluxos financeiros, sem identificar os projectos ou subsectores beneficiários, é difícil analisar o destino efectivo do capital. Apesar do crescimento do investimento não petrolífero, a queda no Oil & Gas levou o IDE total a recuar 3%.
O Investimento Directo Estrangeiro (IDE) fora do sector petrolífero disparou 187% para 971,8 milhões USD no primeiro semestre, quando comparado com os 338,3 milhões USD registados no período homólogo. Ou seja, os estrangeiros investiram, em Angola, mais 633,5 milhões USD nos primeiros seis meses deste ano, de acordo com cálculos do Expansão com base nas estatísticas do Banco Nacional de Angola (BNA). O valor registado nos primeiros seis meses do ano já é superior ao contabilizado durante todo o ano de 2025 e só é inferior ao valor registado em 2008. Ou seja, trata-se do valor mais alto em 18 anos. É necessário recuar precisamente até 2008, quando Angola captou cerca de 1.265,4 milhões USD (o maior IDE não petrolífero desde que há registos) para encontrar um valor superior.
É também o melhor registo num semestre desde que existem dados trimestrais, ou seja, desde 2012, ano em que o BNA começou a divulgar estatísticas trimestrais sobre o Investimento Directo Estrangeiro, o que significia que nunca a economia angolana tinha recebido um volume tão elevado de IDE fora do sector petrolífero num semestre como aconteceu este ano.
O facto é que, nas estatísticas sobre o IDE, o BNA apenas regista a entrada deste capital, sem avançar mais informações, o que torna difícil perceber quais os investimentos que entraram efectivamente no País. Entretanto, são visíveis sinais do aumento da presença de investimento estrangeiro, sobretudo chinês, em diversos sectores da economia, com destaque para a mineração, o comércio e o imobiliário.
O Investimento Directo Estrangeiro ocorre quando uma entidade não residente em Angola compra total ou parcialmente uma empresa no País, adquirindo uma participação no seu capital, com o objectivo de controlar ou influenciar a sua gestão. Além das aquisições de empresas existentes, o IDE inclui a constituição de novas empresas ou sucursais, aumentos de capital, reinvestimento de lucros e prestações suplementares, entre outras operações.
Assim, entre Janeiro e Junho, o sector não petrolífero representou 18% do total do IDE captado pelo País, o dobro do peso registado em 2025 (9%) e muito acima dos 1% que representava em 2023. Apesar da melhoria do investimento estrangeiro fora do sector petrolífero, o Oil & Gas continua a concentrar a esmagadora maioria do investimento estrangeiro, absorvendo 82% do total. Embora se trate de uma actividade intensiva em capital, o peso dominante do petróleo evidencia que a dependência da economia angolana em relação ao sector continua elevada...Leia o artigo integral na edição 894 do Expansão, sexta-feira, dia 18 de Setembro de 2026, em papel ou versão digital com pagamento em kwanzas. Saiba mais aqui
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