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Há seis países em África sem qualquer quilómetros de linha férrea
A fraca infra-estrutura ferroviária continua a representar desafios económicos, logísticos e estratégicos significativos para vários países africanos, limitando a sua capacidade de industrialização, expansão do comércio e resposta eficaz a crises nacionais. Há mesmo países africanos com total ausência de via-férrea.
De acordo com o Global Firepower, as redes ferroviárias proporcionam uma importante flexibilidade estratégica, tanto em tempos de paz como em situações de conflito.
Estas infra-estruturas facilitam o transporte de equipamentos pesados, mercadorias e trabalhadores, sendo igualmente um indicador do nível de desenvolvimento das infra-estruturas de um país. Quando a cobertura ferroviária é reduzida ou inexistente, os países acabam por perder muitos destes benefícios.
Uma das consequências mais evidentes da insuficiência da rede ferroviária é o aumento dos custos de transporte. Na ausência de linhas férreas adequadas, as empresas dependem sobretudo do transporte rodoviário, que é geralmente mais caro para movimentar grandes volumes de mercadorias em longas distâncias.
Este aumento dos custos pode tornar os produtos fabricados localmente menos competitivos, tanto nos mercados internos como nos internacionais. Muitos países africanos dependem do transporte de minerais, produtos agrícolas e bens manufacturados entre os centros de produção e os portos.
A limitada cobertura ferroviária pode criar estrangulamentos logísticos, atrasando as exportações, desencorajando o investimento e reduzindo a rentabilidade de sectores estratégicos da economia.
As implicações estratégicas são igualmente relevantes. Em períodos de crise, sejam elas militares, humanitárias ou ambientais, os governos com redes ferroviárias deficientes podem enfrentar dificuldades para transportar rapidamente tropas, equipamentos e bens essenciais por vastas áreas do território.
A fraca conectividade ferroviária é particularmente prejudicial para os países africanos sem acesso ao mar, que dependem frequentemente dos portos de países vizinhos para chegar aos mercados internacionais.
Angola na 12ª posição
À medida que África procura acelerar a industrialização e aprofundar a integração regional, os países com cobertura ferroviária insuficiente poderão enfrentar maiores desvantagens competitivas. Investir em infra-estruturas ferroviárias continua, por isso, a ser essencial para impulsionar o comércio, reduzir os custos logísticos, reforçar a resiliência nacional e promover o crescimento económico sustentável.
No polo oposto da tabela, ou seja, o que possui mais quilómetros de via-férrea, é a África do Sul com 30.400. Segue-se o Sudão (7.251 Kms) e o Egipto (5.085 Kms). Angola surge em 12º lugar com 2.761 Kms. Neste país as três principais linhas são: Caminho de Ferro de Luanda, que liga a capital a Malange; o Caminho de Ferro de Benguela, que liga o Porto do Lobito ao leste do país, até Luau, na fronteira com a República Democrática do Congo; e Caminho de Ferro de Moçâmedes, que liga o Porto de Namibe a Menongue.
Abaixo, a tabela dos países africanos com a menor cobertura ferroviária em 2026, de acordo com dados do Global Firepower.
PaísTotal Kms
Somália0Serra Leoa0Níger0Líbia0Chade0República Centro Africana0Sudão do Sul248Eritreia306Libéria429Benin438
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