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Governo preocupado com efeito da escassez de chuva na produção agrícola

Governo preocupado com efeito da escassez de chuva na produção agrícola

José de Lima Massano, que se reuniu na terça-feira, 10, em Luanda, com industriais e produtores de milho, disse que a expectativa inicial de um contínuo crescimento da produção agrícola foi afetada por "alguns fenómenos naturais", que têm estado a condicionar os propósitos das autoridades. O governante angolano realçou que o encontro serviu também para analisar que ações o executivo pode adotar, para superar os efeitos do baixo nível de chuvas que se verificou particularmente na última campanha agrícola. Segundo José de Lima Massano, é preciso disseminar os sistemas de irrigação, frisando que apenas cerca de 4% dos campos agrícolas em Angola têm este mecanismo. "Temos aí uma frente ainda ampla de atuação de melhoria, para trazermos maior segurança e maior produtividade ao que hoje faz-se no campo", disse. Em declarações à imprensa, o ministro da Indústria e Comércio de Angola, Rui Miguêns, destacou o crescimento da produção, que poderia ser maior este ano, se não fosse a estiagem que o país atravessa. "Há uma produção que está a crescer. Infelizmente, poderíamos ter uma produção mais elevada este ano, mas o facto é que tivemos um mau ano do ponto de vista de chuvas, ainda dependemos muito das chuvas para a nossa produção agrícola", salientou. Apesar deste constrangimento, "a produção deste ano agrícola que terminou foi maior que a do ano passado", prosseguiu Rui Miguêns, sublinhando a necessidade de aumento de mais operadores na área da agricultura para elevar os níveis de produção agrícola. Produtores agrícolas e associações de apoio aos agricultores têm manifestado preocupação com a irregularidade das chuvas, que tem afetado os resultados da produção nas duas fases da época agrícola em Angola. No final de janeiro, a ADRA - Ação para o Desenvolvimento Rural e Ambiente relatou que pelo menos seis províncias que assiste tiveram a primeira época agrícola afetada, principalmente as culturas de milho, massango e massambala, bem como leguminosas como o feijão. Sobre a ausência de chuvas, o ministro da Agricultura e Florestas de Angola, Isaac dos Anjos, disse, no mês passado, que, para a mitigação dos recorrentes episódios de seca e estiagem, que periodicamente assolam o país, agravados pelas alterações climáticas, "torna-se imperativo garantir a disponibilidade de água destinada à irrigação". Isaac dos Anjos reiterou o compromisso do Governo "em dar continuidade aos projetos em curso, bem como em implementar novas iniciativas de reabilitação e construção de perímetros irrigados". Um inquérito realizado pelo Ministério da Agricultura e Florestas sobre a situação das chuvas avançou, em fevereiro, que sete províncias tinham observado chuvas normais, oito províncias tiveram chuvas fracas e seis províncias observaram escassez de chuvas.

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