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FMI revê em alta crescimento do PIB para 2,3%, mas fica abaixo do ritmo da população

FMI revê em alta crescimento do PIB para 2,3%, mas fica abaixo do ritmo da população

O Fundo Monetário Internacional reviu em alta a previsão de crescimento da economia angolana para 2026, apontando agora para 2,3%, acima dos 2,1% estimados anteriormente nas Perspetivas Económicas Globais, divulgadas no arranque dos Encontros Anuais do FMI e do Banco Mundial, que decorrem esta semana em Washington. Uma vista da Marginal na Província de Luanda Foto: César Magalhães e Manuel Tomás Apesar da revisão positiva, o ritmo de crescimento permanece moderado e aquém do desempenho regional. Para 2027, o FMI antecipa uma ligeira aceleração para 2,6%, ainda assim significativamente abaixo da média prevista para a África Subsaariana, estimada em 4,4%. Também o Banco Mundial apresenta uma leitura prudente. No relatório Africa"s Pulse, a instituição projeta que o Produto Interno Bruto (PIB) de Angola cresça 2,4% em 2026, numa revisão em baixa face aos 2,6% avançados em outubro, sinalizando riscos persistentes na trajetória de recuperação económica. A leitura destes números torna-se mais crítica quando comparada com a dinâmica demográfica do país. De acordo com dados do Instituto Nacional de Estatística, a população cresce a um ritmo anual de cerca de 3,5%. Ou seja, mesmo com a revisão em alta, o crescimento económico continua abaixo do crescimento populacional, o que implica uma redução do rendimento per capita. No contexto regional, o crescimento da África Subsaariana deverá manter-se relativamente estável, situando-se em torno de 4,3% em 2026. Segundo os economistas do FMI, as principais economias da região continuam a beneficiar da estabilização macroeconómica e de reformas estruturais implementadas nos últimos anos. Um dos exemplos destacados é a Nigéria, maior economia da região, onde o crescimento deverá fixar-se em 4,1% em 2026, sustentado por maior estabilidade macroeconómica e efeitos positivos dos termos de troca, embora pressionado por custos elevados de bens e transportes.

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