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FMI destaca Angola no crescimento económico sólido no universo dos países lusófonos

FMI destaca Angola no crescimento económico sólido no universo dos países lusófonos

E nem a perspectiva de que em 2027 este crescimento vá descer novamente para a casa dos 3%, para os 3,3%, retira o principal deste elogio do FMI à economia angolana, embora seja evidente que a população está longe de viver destes "números" no seu dia a dia. O Fundo estima ainda no seu World Economic Outlook divulgado esta terça-feira, 13, que a inflação, que emerge deste documento como o Calcanhar de Aquiles da economia nacional, vai manter-se elevada mas com tendência para descer. Segundo o FMI, os preços de forma global vão deixar de crescer 20,2% ao ano, como sucedeu em 2025 e passar a fazê-lo apenas na ordem dos 10,6% no final deste ano, sendo em que em 2027 tudo estará mais caro "apenas" 10,2%. Mas Angola não é a única economia a brilhar no universo dos países Lusófonos neste World Economic Outlook do FMI, que prevê um crescimento sólido na maioria das economias lusófonas até 2027, com Cabo Verde entre os que ostentam melhor desempenho. O arquipélago da "Morabeza" vai alongar-se no quadro das economias africanas lusófonas com uma performance destacada, apontando um crescimento de 5% tanto em 2026 como em 2027, após uma expansão estimada de 6,3% em 2025. Neste perqueno país-arquipélago ao latrgo da costa da África Ocidental, a inflação deverá manter-se dominada, nos 1,2% este ano e 2,8% no ano que vem, sem oscilações relevantes na taxa de desemprego, que permanece estável em 8,5% ao longo dos três anos analisados. Na Guiné-Bissau, recorda entretanto a Lusa, o crescimento económico deverá desacelerar ligeiramente de 5,8% em 2025 para 4,7% em 2026, recuperando para 4,9% em 2027. A inflação deverá situar-se entre 2,1% e 2,5%, enquanto o défice da balança corrente deverá permanecer elevado, oscilando entre 5,7% e 7% do PIB. Já Moçambique deverá registar uma recuperação gradual após a contração estimada de 0,2% em 2025. O FMI prevê um crescimento de 1% em 2026 e de 2% em 2027. A inflação deverá subir progressivamente para 5,6% e 6,8%, respetivamente, enquanto o défice externo continuará muito significativo, equivalente a 41% do PIB em 2026 e 37,8% em 2027. Quanto a São Tomé e Príncipe, o FMI, ainda segundo a Lusa, antecipa uma expansão modesta da economia, de apenas 0,4% em 2026, acelerando para 1,9% em 2027. Em contraste, a inflação deverá aumentar para 11% este ano, recuando depois para 9,6% em 2027. Entre as restantes economias lusófonas, e fora do espaço africano, o FMI prevê um abrandamento do crescimento económico do Brasil, de 2,2% em 2026 para 1,9% em 2027, refletindo condições monetárias ainda restritivas para reconduzir a inflação à meta, a retirada gradual dos estímulos orçamentais e a incerteza da economia mundial. A economia timorense deverá expandir-se 4% em 2026 e 3,7% em 2027, após um crescimento estimado de 4,5% em 2025. A inflação deverá permanecer contida, situando-se em 2,1% e 2,2% em 2026 e 2027. Já o défice da balança corrente deverá continuar muito elevado, equivalente a 38,5% do PIB em 2026 e 38,4% em 2027. Ao mesmo tempo, o crescimento da economia portuguesa foi revisto para 2,1% este ano e 1,9% em 2027. O FMI sublinhou hoje que a atividade económica mundial continua a revelar resiliência, beneficiando do impulso do setor tecnológico, da existência de reservas financeiras e da capacidade de adaptação das economias aos impactos das tensões geopolíticas. Ainda assim, a instituição prevê um abrandamento do crescimento global para 3,1% em 2026, seguido de uma recuperação para 3,4% em 2027. A inflação mundial deverá aumentar para 4,7% em 2026 antes de recuar para 4,1% no ano seguinte. Segundo o Fundo, citado ainda pela Lusa, as economias importadoras de energia que não integram a cadeia de valor tecnológica enfrentam as perspetivas mais difíceis.

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