Voltar ao Início
Famílias angolanas arrancam o ano menos  pessimistas face à evolução da economia

Famílias angolanas arrancam o ano menos pessimistas face à evolução da economia

As famílias acreditam que a situação económica continua difícil, mas consideram que o ritmo de deterioração poderá estar a abrandar. A diferença é que estão hoje menos pessimistas do que estavam há um ano. A maioria mantém-se pessimista pelo menos desde 2019. Neste contexto, as famílias tendem a consumir menos e a reduzir o investimento. Vista frontal da sede do MINFIN, após ser remodelado. As famílias mostraram-se me nos pessimistas no início deste ano, com o Indicador de Confiança do Consumidor (ICC) a subir de -14,9 pontos no final de 2025 para -10,5 pontos no primeiro trimestre deste ano, uma melhoria de 4,4 pontos, segundo cálculos do Expansão com base nos dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Embora a evolução seja positiva, o indicador mantém-se em terreno negativo, o que significa que o número de consumidores pessimistas continua a superar o dos optimistas. Em termos práticos, as famílias acreditam que a situação económica continua difícil, mas consideram que o ritmo de deterioração poderá estar a abrandar. A diferença é que estão hoje menos pessimistas do que estavam há um ano. Trata-se da quinta melhoria trimestral consecutiva do indicador, sinalizando uma redução gradual do pessimismo entre os consumidores. A evolução positiva reflecte o contributo favorável de várias componentes do índice, com destaque para as expectativas sobre a situação financeira das famílias nos próximos 12 meses, que melhoraram de -11,5 no IV trimestre de 2025 para -6,8 pontos no I trimestre, bem como a percepção sobre a evolução da economia nacional que registou progressos, passando de -8,2 para -4,7 pontos, enquanto o indicador relativo à avaliação da situação financeira actual dos agregados familiares recuperou para -8,8 pontos, face aos -11,8 registados no trimestre anterior. Por outro lado, as famílias revelam-se menos preocupadas com o mercado de trabalho e com a evolução dos preços. A percepção sobre o nível de desemprego nos próximos 12 meses caiu de 28,1 para 22,1 pontos, enquanto as expectativas relativamente à inflação recuaram de 36,5 para 27,0 pontos. Em termos práticos, os consumidores esperam menos desemprego e um ritmo mais moderado de subida dos preços. Apesar desta melhoria, o ICC permanece em terreno negativo há vários anos. Desde pelo menos 2019 que os agregados familiares angolanos mantêm uma avaliação desfavorável das perspectivas económicas de curto prazo, evidenciando um sentimento persistente de desconfiança quanto à evolução da economia. Em termos homólogos, a recuperação foi ainda mais expressiva. No primeiro trimestre de 2025, o ICC situava-se em -16,7 pontos, comparando com os actuais....

Gostou deste artigo?

Partilhe com os seus amigos ou explore mais funcionalidades do Falanga.

Descarregar App Falanga