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Estradas destruídas travam agricultura em Seles, Cassongue e Amboiva no Kuanza Sul

Estradas destruídas travam agricultura em Seles, Cassongue e Amboiva no Kuanza Sul

Apesar do enorme potencial agrícola, os três municípios enfrentam barreiras de desenvolvimento ligadas à degradação de infra-estruturas básicas e à escassez de serviços essenciais, como água potável. "A nossa economia baseia-se na agricultura, mas enfrentamos desafios estruturais nas vias de acesso e no fornecimento de água potável, apesar dos investimentos públicos do Governo", disse aoNovo Jornalo engenheiro agrónomo Ernesto Samoma. Segundo o proprietário de uma fazenda na região, as dificuldades no escoamento obrigam os camponeses a optarem pela agricultura de subsistência. O engenheiro lamenta ainda as irregularidades das chuvas que afectaram a agricultura na região no ano passado. "Apesar deste fenómeno, os agricultores enfrentam dificuldades devido aos preços elevados e à escassez de fertilizantes e adubo no mercado local", referiu. Cada saco de adubo chega a custar 40 mil kwanzas. Os camponeses locais estão desanimados. É o caso de Maria Pedro, moradora do município de Cassongue, que disse ter colhido duas toneladas de feijão, mas não sabe como escoá-las para a cidade. "Não adianta produzir muito e as coisas estragarem por falta de transporte", observou. A sua situação é semelhante à de milhares de camponeses, que exigem uma intervenção urgente do Governo para a reabilitação das vias de acesso. Contactado pelo Novo Jornal, o Governo Provincial do Kuanza Sul assegurou que as obras de reabilitação das estradas reclamadas por moradores e utentes vão ser aceleradas. A conclusão está prevista para 2028. A mesma fonte adianta que o pelouro tem pressionado os empreiteiros para acelerar as obras, sob pena de rescisão dos contratos.

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