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Declínio da produção afunda exportação de petróleo para menos de 1 milhão de barris/dia

Declínio da produção afunda exportação de petróleo para menos de 1 milhão de barris/dia

Há uma diferença de 19 milhões de barris que o BNA diz que o País exportou a menos em relação aos dados que constam no site do MinFin. Contas feitas, os dados do banco central demonstram que o declínio da exportação abaixo de 1 milhão de barris diários chegou mais cedo do que aquilo que nos dizem os dados do Ministério. Em apenas 10 anos, a produção de petróleo em Angola encolheu cerca de 700 mil barris por dia e só em 2022 e em 2024 é que o processo de declínio da produção não ganhou terreno. Em 2025, a produção voltou a cair, o que, segundo cálculos do Expansão com base nas estatísticas externas do BNA, empurrou a exportação média diária para abaixo da barreira psicológica de 1 milhão de barris. À semelhança dos dados sobre a dívida pública, também a informação das exportações de petróleo do BNA não "batem" com os números do Ministério das Finanças, que apenas apontam a descida desta barreira psicológica no I trimestre deste ano. Mas quer sejam utilizados os dados do BNA ou os do MinFin, a realidade é uma: a exportação de petróleo está hoje abaixo da barreira psicológica de 1 milhão de barris por dia. A diferença que resulta da discrepância dos dados entre as duas instituições é se esse facto começou o ano passado, ou se apenas teve início no primeiro trimestre de 2026. Tem sido recorrente os dados publicados por estas instituições nem sempre "baterem" umas com as outras. Mais recentemente aconteceu com o stock da dívida pública externa, já que os dados do BNA dizem que atingiu os 54.258,0 milhões USD no final de 2025 (+7.494,0 milhões USD face a 2024), e os do MinFin apontam a 47.420 milhões USD (+1.850 milhões USD do que em 2024). Também no que diz respeito ao petróleo persistem discrepâncias entre os vários dados publicados pelas instituições do Estado. Por exemplo, os dados do BNA relativos à exportação em 2025 dizem que o País exportou um total de 357,1 milhões de barris, o que dá uma média diária de 978 mil barris. Por outro lado, os dados publicados no MinFin indicam a exportação de 376,2 milhões de barris (mais 19 milhões do que os do BNA), o que dá uma média de 1,030 milhões exportados por dia. O Expansão solicitou esclarecimentos ao MinFin, mas não obteve resposta até ao fecho de edição. Mas ao que apurou junto de fonte do Governo, há uma explicação para este delay ou diferença entre os números das duas instituições. Os dados do site do MinFin são provisórios e reportam sempre ao mês anterior. Ou seja, neste caso os dados de Março foram divulgados pelas empresas exportadoras ao MinFin são relativos a Fevereiro, tratando-se, assim, de impostos provisórios, que mais tarde são aprovados e recalculados pelo Ministério dos Petróleos e pela AGT.

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