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Dívida com a China cai para 7,7 mil milhões USD e Pequim é agora o terceiro maior credor
A China, que em 2020 detinha 34% da dívida externa, caiu para a terceira posição em 2025, representando agora 19% do total.
A dívida pública com a China registou uma redução 55% entre 2020 e 2025, deixando de ser um "elemento de pressão" para Angola. O anúncio foi feito nesta quarta-feira(27-01) pelo director-Geral da Unidade de Gestão da Dívida Pública (UGDP), Dorivaldo Teixeira, durante a apresentação da Estratégia de Endividamento para 2026-2028.
Segundo os dados avançados, o 'stock' desta dívida, garantida por recurso a petróleo, caiu de 16,3 mil milhões de dólares para 7,3 mil milhões de dólares no espaço de cinco anos. "Deixou de ser um elemento de pressão na gestão da dívida pública", sublinhou o responsável.
Esta descida acelerada contribuiu para uma mudança estrutural no perfil dos credores de Angola. A China, que em 2020 detinha 34% da dívida externa, caiu para a terceira posição em 2025, representando agora 19% do total. O Reino Unido assumiu a segunda posição (22%), enquanto os credores internos se tornaram os principais (28%).
"Entre 2021 e 2025 saímos de um rácio de dívida pública sobre o Produto Interno Bruto de 69% para 50,5%", contextualizou Dorivaldo Teixeira, realçando a evolução geral da dívida. A estratégia do Executivo tem priorizado a redução da dívida colateralizada ao petróleo para diminuir a vulnerabilidade às oscilações do mercado. Nesse âmbito, foram já totalmente amortizadas as dívidas com credores brasileiros e israelitas.
Atenção às emissões de dívida e metas por cumprir
Olhando para o futuro, o director-geral da UGDP afirmou que a principal preocupação com as emissões de eurobonds (dívida em moeda estrangeira) passa por "harmonizar o calendário", de modo a evitar concentrações excessivas de reembolsos em anos consecutivos, como as que estão previstas para 2028/29.
Dorivaldo Teixeira admitiu, contudo, que nem todas as metas estratégicas do governo para a dívida foram ainda plenamente alcançadas, apontando como exemplos a percentagem da dívida com vencimento a um ano e a taxa de juro média ponderada. A redução do passivo com a China marca, no entanto, um dos pontos mais visíveis da reestruturação da dívida nos últimos anos.
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