Voltar ao Início
Cimento pode vir a ficar ainda mais caro do que já está no mercado informal – Trabalhos de manutenção na Refinaria de Luanda impedem Cimangola de se abastecer de combustível

Cimento pode vir a ficar ainda mais caro do que já está no mercado informal – Trabalhos de manutenção na Refinaria de Luanda impedem Cimangola de se abastecer de combustível

Para manter a maior cimenteira do País funcional e evitar escassez de cimento, a Cimangola vai importar combustível até ao restabelecimento da situação pela Refinaria de Luanda. A Cimangola diz ter recebido da petrolífera Sonangol a informação de que estão em curso trabalhos de manutenção na Refinaria de Luanda e que durante esse período a empresa deixará de fornecer o fuel, produto usado para a produção de cimento. Entretanto, a Cimamangola admite constrangimentos na produção de cimento para abastecer o mercado e diz que neste momento está a criar alternativas para não haver escassez de cimento nos mercados e consequentemente a subida de preço. Nesta altura, o saco de cimento de 50 kg, que custava 6.000 kwanzas em meados de 2025, disparou para 10.000 kz em finais do mesmo ano, para desalento da população. A Sonangol não diz quando terminarão os trabalhos que decorrem na Refinaria de Luanda, mas, caso venham a ser demorados, a maior cimenteira do País terá dificuldades em manter o mercado funcional e em evitar escassez do cimento, o que pode levar os revendedores a aumentar ainda mais o preço do saco. Manuel Pacavira Júnior, presidente executivo da Cimangola, disse à imprensa, no fim-de-semana, que situação está a criar grandes constrangimentos à produção de cimento para abastecer o mercado. Segundo a Cimamgola, neste momento a fábrica está a utilizar outro combustível para a produção de cimento para evitar que o produto fique mais caro. A Cimangola assegura que o carvão mineral pode vir a ser uma opção futura da empresa para substituir o fuel. Neste momento, o saco de cimento está a ser vendido acima dos 10 mil kwanzas em várias localidades de Angola, e, segundo o Governo, tal tem a ver com quebra na produção de cimento. No final de 2025, o ministro da Indústria e Comércio, Rui Miguêns de Oliveira, salientou que a situação era derivada à paralisação de uma das principais cimenteiras de Angola.

Gostou deste artigo?

Partilhe com os seus amigos ou explore mais funcionalidades do Falanga.

Descarregar App Falanga