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Carlos Borges (KPMG): “Sustentabilidade deve andar de mãos dadas com eficiência”

Carlos Borges (KPMG): “Sustentabilidade deve andar de mãos dadas com eficiência”

Carlos Borges, partner da KPMG, defendeu que o sector deve assentar em decisões transparentes, numa rede de transportes articulada e numa sustentabilidade que caminhe a par da eficiência económica. O reforço da governança, a integração entre os diferentes meios de transporte e a colocação da sustentabilidade ambiental no centro das decisões são condições essenciais para o futuro dos transportes em Angola. A posição foi defendida nesta terça-feira, 29 de Setembro, por Carlos Borges, partner da KPMG, durante o painel “ESG, Sustentabilidade e Impacto Social”, na segunda edição do Angola Hub Transporte e Logística Summit (AHTLS 2026), que decorre até hoje no Centro de Convenções de Talatona, em Luanda. Para o responsável, o desenvolvimento do sector deve assentar em decisões transparentes, na monitorização dos resultados e numa visão de longo prazo, capaz de beneficiar também as gerações futuras. Carlos Borges defendeu que os sectores rodoviário, ferroviário, marítimo e da aviação civil precisam de funcionar de forma articulada, criando uma rede de conectividade que apoie tanto a actividade económica como a inclusão social. A mesma lógica aplica-se à mobilidade urbana, que, segundo o partner da KPMG, deve ser analisada para lá do transporte em si, tendo em conta a estrutura das cidades, a localização das populações e a ligação entre os diferentes modos de transporte. Sustentabilidade com retorno económico No domínio ambiental, Borges defendeu que a sustentabilidade deve ser uma prioridade, mas associada à procura de maior eficiência económica e operacional. Na sua perspectiva, reduzir o tempo perdido no trânsito, melhorar as ligações e tornar os corredores de transporte mais eficientes pode gerar, em simultâneo, benefícios económicos, sociais e ambientais. O Corredor do Lobito foi apontado como exemplo. Para Carlos Borges, a importância desta infra-estrutura não deve ser medida apenas pelo transporte de mercadorias entre a origem e o destino, mas também pelas actividades económicas que podem ser desenvolvidas ao longo do percurso. Como caminho para responder aos desafios do sector, o partner da KPMG propôs a criação de uma agenda comum entre os diferentes intervenientes, centrada nos pontos de convergência e numa visão integrada do desenvolvimento dos transportes no país. Cimeira reúne 27 países Organizado pelo Ministério dos Transportes, o AHTLS 2026 reúne decisores políticos, investidores, operadores logísticos e especialistas de 27 países, sob o tema “Conectando Mercados, Pessoas e Oportunidades”. O Corredor do Lobito, a atracção de investimento para infra-estruturas estratégicas e a transformação digital do sector são os temas centrais desta edição. Na abertura, o ministro dos Transportes, Ricardo Viegas D’Abreu, anunciou que Angola prevê introduzir, de forma faseada, pelo menos mil autocarros eléctricos e instalar, numa primeira fase, dois mil carregadores em diferentes pontos do país.

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