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BNA: Crédito bruto ao sector real da economia atingiu 2,1 biliões de kwanzas em Agosto de 2026 à boleia da indústria transformadora

Na nota informativa estatística sobre o crédito, o Banco Nacional de Angola informa que o stock de crédito à economia, em moeda nacional, atingiu 7,3 biliões de Kwanzas em Agosto, registando um aumento de 766,4 mil milhões de Kwanzas (11,7%) face ao período homólogo de 2025. O endividamento do sector público não financeiro totalizou 1,5 biliões de kwanzas, dos quais 63,3% são referentes à administração pública e 36,7% às empresas públicas, expõe o BNA, que regista uma expansão de 327,4 mil milhões de kwanzas comparativamente ao período homólogo. O endividamento do sector privado (empresas privadas e particulares) registou um aumento de 584,7 mil milhões de kwanzas (8,2%), ao passar de 7,1 biliões de kwanzas em Agosto de 2025 para 7,7 biliões kz em Agosto de 2026, sendo que o endividamento das empresas privadas não financeiras foi correspondente a 6,0 biliões, com um aumento de 520,1 mil milhões (9,4%) e o endividamento dos particulares correspondeu a 1,7 biliões, com um aumento de 64,7 mil milhões de Kwanzas (4,0%). Sobre o crédito bruto direccionado ao sector real da economia, o BNA diz que em Agosto de 2026 totalizou 2,1 biliões de Kwanzas, o que corresponde a um aumento de 472,3 mil milhões kz (29,1%) em relação ao período correspondente do ano anterior, impulsionado principalmente pelo desempenho das Indústrias transformadoras, que registou uma variação de 235,1 mil milhões kz (32,7%). Já o crédito total concedido ao abrigo do aviso 10/2024 do BNA para o fomento do sector real situou-se em 1,45 biliões de kwanzas, representando 69,0% do total de crédito concedido a este sector e 15,4% da carteira de crédito bruto do sistema bancário. O banco central faz a comparação com o período homólogo, assinalando um aumento de 138,2 mil milhões de kwanzas (10,6%), com destaque para o aumento do financiamento de projectos nos subsectores da indústria transformadora e da agricultura, produção animal, caça, floresta e pesca. Estes sectores registaram acréscimos de 176,79 mil milhões de kwanzas (25,0%) e 71,7 mil milhões kz (29,9%), respectivamente, aumentos que "compensaram a contracção de 110,3 mil milhões kz (30,6%) observada no subsector das indústrias extractivas.

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