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Banca angolana quer operar no sector financeiro da RDC, um mercado com mais de 100 milhões de habitantes

Banca angolana quer operar no sector financeiro da RDC, um mercado com mais de 100 milhões de habitantes

Angola e República Democrática do Congo estudam oportunidades de negócio no 3.º Fórum Económico Angola-RDC, que se realiza em Kinshasa. A banca angolana olha para o mercado da República Democrática do Congo, país com mais de 100 ilhões de habitantes, como um mercado potencial a explorar, e já manifestou junto das autoridades daquele país a pretensão de estender os seus serviços financeiros naquele território, anunciou o ministro do Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano. “Para facilitar a formalização da economia e dos fluxos financeiros, temos a indicação de instituições financeiras angolanas terem abordado, recentemente, o Banco Central da RDC com o intuito de constituição de dossiê para obtenção de licença comercial bancária, o que encorajamos a prosseguir”, disse, nesta quarta-feira, 01, em Kinshasa, o governante durante a abertura do 3.º Fórum Económico Angola-RDC. No fórum que reflecte o desenvolvimento do comércio transfronteiriço e a promoção de investimentos conjuntos, Massano assinalou o enquadramento regional favorável: “A Comunidade de Desenvolvimento da África Austral, da África Central e a Zona de Livre Comércio Continental Africana vêm criando condições para reduzir barreiras, estimular o investimento e reforçar a previsibilidade jurídica”. Observou que, tal como se vem promovendo no Corredor do Lobito, com a criação e funcionamento da agência responsável pela facilitação do transporte e trânsito de mercadorias entre Zâmbia, República Democrática do Congo e Angola, a coordenação institucional vai manter-se, e a simplificação de procedimentos que facilitem o comércio e o investimento consta da agenda bilateral entre os governos de Angola e da RDC”. Em relação a Angola, o ministro do Estado para a Coordenação Económica realçou que a combinação de reformas estruturais e desenvolvimento de infra-estruturas de base tem permitido alcançar níveis assinaláveis de crescimento económico. Nos últimos dois anos, reportou, o sector não-petrolífero da economia angolana cresceu acima de 5%, para quem se trata do desempenho mais robusto da última década. “A inflação tem vindo a desacelerar e estamos mais próximos da meta de um dígito. Por outro lado, as reservas internacionais estão estimadas em 15,3 mil milhões de dólares, cobrindo 7,4 meses de importações de bens e serviços. Actuamos, hoje, num ambiente macro-económico interno mais favorável e amigo do investidor. Isto deve merecer a atenção e interesse de mulheres e homens de negócios da RDC”, apelou.

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