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BAD vai emprestar 210,4 milhões USD a Angola para impulsionar o sector agrícola na região leste, projecto que promete criar 7.500 empregos directos

BAD vai emprestar 210,4 milhões USD a Angola para impulsionar o sector agrícola na região leste, projecto que promete criar 7.500 empregos directos

Este empréstimo faz parte de um pacote de financiamento para impulsionar a produção agrícola e criar empregos no leste de Angola, segundo o documento consultado pelo Novo Jornal. O Banco Africano de Desenvolvimento considera que o projecto criará 7.500 empregos directos - pelo menos metade para mulheres e um terço para jovens - e beneficiará 1,2 milhão de pessoas em seis províncias: Lunda Norte, Lunda Sul, Moxico, Moxico Leste, Cuando e Cubango. Angola importa actualmente alimentos no valor de milhares de milhões de dólares anualmente, apesar de ter 35 milhões de hectares de terra arável, dos quais apenas 17% estão a ser cultivados. A região oriental, com recursos hídricos abundantes e condições agrícolas e ecológicas favoráveis, permaneceu em grande parte subdesenvolvida devido a décadas de conflito e investimento limitado, refere o BAD. A primeira componente do projecto, segundo o BAD, centra-se no "aumento drástico" da produção agrícola através da implantação de variedades de sementes resistentes às alterações climáticas e de alto rendimento, através das Tecnologias para a Transformação Agrícola Africana (TAAT), reabilitando 2.500 hectares de sistemas de irrigação resistentes às alterações climáticas e desenvolvenddo mais 150 mil hectares de terras agrícolas, abrindo vastas novas áreas para cultivo, com foco na produção de cereais e arroz. Para garantir a transferência de conhecimentos e a adopção das melhores práticas, serão criadas 3.000 escolas rurais para agricultores nas seis províncias, criando ambientes de aprendizagem prática para pequenos agricultores, garante o BAD. Segundo o documento consultado pelo Novo Jornal, serão criados seis centros de agronegócio para servir de plataformas para o empreendedorismo, a valorização e o desenvolvimento de competências, visando particularmente as mulheres e os jovens. O projecto irá ainda reabilitar 400 km de estradas secundárias resistentes às alterações climáticas, ligando as comunidades agrícolas aos mercados, centros de processamento e, fundamentalmente, à Zona Económica do Corredor do Lobito.

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