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Angola investe 21 milhões de dólares em estudos para a futura autoestrada Oeste-Leste
Memorando de entendimento assinado em Luanda marca o arranque dos estudos técnicos para uma infraestrutura com mais de 1.300 quilómetros, descrita como o “verdadeiro corredor rodoviário do Lobito”
Angola vai investir 21 milhões de dólares na elaboração dos estudos e projectos da futura autoestrada Oeste-Leste, uma infraestrutura rodoviária que deverá impulsionar o desenvolvimento económico, reforçar a integração territorial e melhorar a mobilidade entre várias regiões do país.
Os projectos da futura autoestrada foram apresentados esta segunda-feira em Luanda, numa iniciativa do Ministério das Obras Públicas, Urbanismo e Habitação. A cerimónia foi marcada pela assinatura de um memorando de entendimento que vai permitir o arranque dos estudos técnicos para a implementação da infraestrutura, com um consórcio de entidades financeiras a assegurar o financiamento desta fase inicial do projecto.
Um “verdadeiro corredor rodoviário do Lobito”
O ministro das Obras Públicas, Urbanismo e Habitação já tinha adiantado, em declarações anteriores, que a futura autoestrada Oeste-Leste será um “verdadeiro corredor rodoviário do Lobito”, com mais de 1.300 quilómetros de extensão — uma infraestrutura que deverá reforçar a ligação entre o litoral angolano e as regiões do interior do país, complementando o já conhecido Corredor Ferroviário do Lobito, apontado como um dos principais eixos da estratégia de diversificação económica e de integração regional do Executivo angolano.
Mais um passo na modernização da rede rodoviária nacional
O chefe do Departamento de Estradas do Instituto Nacional de Estradas de Angola (INEA), Fernando Manuel, afirmou que o projecto representa mais um avanço na expansão e modernização da rede rodoviária nacional, reforçando a conectividade e o desenvolvimento económico do país.
A iniciativa surge num contexto em que Angola tem apostado fortemente na expansão da sua rede de autoestradas, depois de décadas sem qualquer infra-estrutura deste tipo no país. Actualmente, mais de metade da rede de estradas nacionais angolanas — cerca de 58,7% — continua por asfaltar, segundo dados do próprio Ministério das Obras Públicas, o que reforça a importância estratégica de projectos como este para a melhoria da mobilidade interna e do escoamento de mercadorias entre diferentes regiões do país.
Outro projecto de autoestrada já em curso
A autoestrada Oeste-Leste soma-se a um outro grande projecto rodoviário já em fase de estudos avançados: a futura autoestrada Norte-Sul, com cerca de 1.400 quilómetros, que ligará o Cunene, no sul, à República Democrática do Congo, através das províncias do Zaire e de Cabinda — estas duas últimas unidas por uma ponte —, a cargo da estatal chinesa China Road and Bridge Corporation (CRBC), num investimento estimado em cerca de 2,5 mil milhões de dólares. Trata-se da primeira autoestrada a ser construída em Angola em 50 anos de independência.
Com o arranque formal dos estudos para a autoestrada Oeste-Leste, Angola reforça assim, em simultâneo, dois grandes eixos rodoviários estratégicos — um orientado no sentido Norte-Sul, e outro no sentido Oeste-Leste —, numa aposta que o Governo angolano espera venha a transformar significativamente a rede de transportes do país nos próximos anos, facilitando a circulação de pessoas e mercadorias e reforçando a ligação de Angola aos países vizinhos da região.
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