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Angola entre os dez países africanos com maiores reservas cambiais em 2025

Angola entre os dez países africanos com maiores reservas cambiais em 2025

As reservas cambiais dos países africanos totalizaram US$ 515,2 mil milhões no final de 2025, um crescimento de 9,8% face aos US$ 469,2 mil milhões registados em 2024. A Líbia destacou-se como o país com o maior volume de activos externos, avaliado em US$ 87,9 mil milhões, o equivalente a 17,06% do total das reservas cambiais do continente. A África do Sul, com US$ 75,9 mil milhões, correspondentes a 14,73% do total, e a Argélia, com US$ 52 mil milhões (10,09%), completam os três primeiros lugares. Angola surge na sétima posição, com US$ 16,1 mil milhões, representando 3,12% do total das reservas cambiais do continente africano. No conjunto, os dez países com maiores reservas cambiais acumulavam US$ 414,1 mil milhões, correspondentes a 80,4% do total africano no final de 2025. A importância das exportações de petróleo e gás natural para a economia líbia ajuda a compreender a dimensão dos activos externos acumulados pelo país. As receitas provenientes dos hidrocarbonetos constituem uma fonte central de entrada de divisas, contribuindo para o reforço das reservas internacionais. Além do volume absoluto, a Líbia apresenta uma posição expressiva em termos de cobertura das importações. As reservas acumuladas em 2025 correspondiam a cerca de 31,1 meses de importações, o valor mais elevado entre os dez países mais bem classificados. No caso da África do Sul, a estrutura diversificada da economia, que abrange a exploração mineira, a indústria transformadora e os serviços, contribui para a geração de receitas externas. No final de 2025, o país, situado na extremidade sul do continente africano, dispunha de reservas equivalentes a aproximadamente 7,2 meses de importações. Egipto e Marrocos reforçam posições no Norte de África O Egipto ocupava a quarta posição, com US$ 51,4 mil milhões, correspondentes a 9,98% das reservas cambiais do continente africano. O montante representou um crescimento de 14,4% face aos US$ 44,9 mil milhões registados em 2024. As reservas egípcias garantiam uma cobertura de aproximadamente 5,5 meses de importações. Marrocos, na quinta posição, registou uma das expansões mais expressivas entre os principais países africanos. As reservas atingiram US$ 48,6 mil milhões, contra US$ 37,1 mil milhões em 2024, o que representa um crescimento de 30,8%, equivalente a um acréscimo de US$ 11,5 mil milhões. A actividade turística, as exportações de fosfatos e seus derivados, bem como outras fontes de receitas externas, contribuem para a posição cambial marroquina. No final de 2025, as reservas permitiam cobrir cerca de 6,2 meses de importações. Países na segunda metade da classificação A Nigéria ocupava a sexta posição entre os dez países africanos com maiores reservas cambiais em 2025. No final do ano, o país acumulava US$ 46 mil milhões, um aumento de 13,8% face aos US$ 40,4 mil milhões registados no ano anterior. As reservas nigerianas correspondiam a cerca de 9,4 meses de importações, uma cobertura superior à observada na África do Sul, no Egipto e em Marrocos. A diferença entre a Nigéria e Angola, que ocupa a posição seguinte, é particularmente significativa. Os activos externos nigerianos eram quase três vezes superiores aos angolanos. No período em análise, Angola ocupava a sétima posição entre os países africanos com maiores reservas cambiais, com US$ 16,1 mil milhões no final de 2025. O montante representa um aumento de apenas 1,9% face aos US$ 15,8 mil milhões registados em 2024, correspondente a um acréscimo de aproximadamente US$ 300 milhões. Embora Angola permaneça entre os dez países africanos com maiores reservas cambiais, a evolução anual evidencia um ritmo de acumulação bastante inferior ao observado na maioria dos seus pares. O crescimento angolano foi o mais baixo entre os dez países classificados, contrastando com a expansão de 53,1% registada pelo Gana e os aumentos de 30,8% e 21% observados em Marrocos e nas Maurícias, respectivamente. O relatório indica que as reservas angolanas permitiam cobrir aproximadamente oito meses de importações. Na oitava posição, o Gana acumulava US$ 13,8 mil milhões em reservas cambiais, um crescimento de 53,1% face aos US$ 9 mil milhões registados em 2024. Esta foi a maior taxa de expansão entre os dez países classificados. O Quénia ocupava a nona posição, com reservas de US$ 12,1 mil milhões, o que corresponde a um crescimento de 20,2% em relação aos US$ 10,1 mil milhões registados em 2024. As Maurícias encerravam o grupo, com US$ 10,3 mil milhões, após uma subida de 21% face aos US$ 8,5 mil milhões registados no ano anterior. Apesar de apresentarem o menor volume absoluto de reservas entre os dez países, as Maurícias dispunham de uma cobertura de aproximadamente 11 meses de importações, a segunda mais elevada do grupo, depois da Líbia. “O sector financeiro aprendeu a financiar petróleo, financiar edifícios e a financiar importação e não a financiar trajectórias” “O grande desafio de inclusão é, de facto, conseguirmos integrar o sistema entre banca e o mercado de capitais“ “O mercado já provou que consegue financiar-se” “Os investimentos têm de ser realizados segundo critérios muito rigorosos de análise” “Bancos são os elementos determinantes das negociações na BODIVA”

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