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Angola e Namíbia avançam para interligação eléctrica e exportação de energia até 500 megawatts

Angola e Namíbia avançam para interligação eléctrica e exportação de energia até 500 megawatts

O projecto prevê, do lado angolano, a construção de uma linha de transporte de muito alta tensão de 400 kilovolts (kV), com cerca de 160 quilómetros, bem como a ampliação da subestação da Cahama, na província do Cunene, e outras infraestruturas associadas. Angola e a Namíbia deram, em Luanda, um novo passo na cooperação energética com a assinatura dos acordos contratuais do Projecto de Interligação Elétrica Angola-Namíbia (ANNA), uma infraestrutura que permitirá a exportação de até 500 megawatts (MW) de electricidade. Os documentos foram firmados entre a Rede Nacional de Transporte de Eletricidade (RNT) e a empresa pública namibiana NamPower, na presença do ministro angolano da Energia e Águas, João Baptista Borges, e do ministro da Indústria, Minas e Energia da Namíbia, Modestus Tshitumbu Amutse. A assinatura ocorre na sequência de um Despacho Presidencial que autorizou, no início deste mês, a celebração de um acordo de desenvolvimento conjunto com a Namíbia, para o projecto de interligação de transporte de eletricidade entre os dois países vizinhos. O projecto prevê, do lado angolano, a construção de uma linha de transporte de muito alta tensão de 400 kilovolts (kV), com cerca de 160 quilómetros, bem como a ampliação da subestação da Cahama, na província do Cunene, e outras infraestruturas associadas. Segundo o Ministério da Energia e Águas, a iniciativa vai viabilizar a exportação de energia elétrica até 500 MW, contribuindo para o reforço da segurança energética regional e para a criação de novas oportunidades de investimento. Do total previsto, 300 MW serão assegurados através de contratos do tipo "take or pay", garantindo receitas mínimas, enquanto os restantes 200 MW serão direccionados para os mercados da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC). O financiamento do projecto ficará a cargo da NamPower, estando prevista a recuperação do investimento por via da estrutura de preços da energia acordada entre as partes, com mecanismos de atualização anual. De acordo com o despacho presidencial que autorizou o acordo, o modelo adotado não implica o aumento da dívida pública angolana, assegurando ao mesmo tempo a sustentabilidade financeira do projeto e a previsibilidade das receitas. Citado numa nota oficial, João Baptista Borges destacou que o ANNA representa uma parceria estratégica baseada na confiança política e na integração regional, considerada pelo Executivo como um caminho para a prosperidade partilhada. O projecto enquadra-se nas prioridades do Governo angolano para o reforço da segurança energética e para a afirmação do país como fornecedor de energia na região da África Austral, dando continuidade ao entendimento firmado entre Angola e a Namíbia em 2018.

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