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Angola cresce economicamente a metade do ritmo necessário para absorver o crescimento populacional
A economia angolana precisaria de crescer pelo menos 7% ao ano, de forma constante e sustentável, para criar emprego e bem-estar suficientes para uma população que expande a mais de 3,5% por ano — mas está actualmente a crescer a cerca de metade desse ritmo.
O alerta foi feito por Pedro Kilombo Palata, chefe de departamento para a política demográfica do Ministério do Planeamento, no VI Conselho Consultivo da tutela.
“Não vai conseguir crescimento económico sem a estabilização da economia. Para conseguirmos criar um crescimento económico inclusivo, a economia tinha de crescer, no mínimo, constantemente e de forma sustentável em 7%”, afirmou Kilombo Palata.
O diagnóstico é preocupante: a população angolana duplica a cada 20 anos. Com uma taxa de crescimento demográfico superior a 3,5% ao ano e uma economia a crescer em torno dos 4% a 5%, o país não está a gerar riqueza a um ritmo suficiente para compensar o aumento de bocas a alimentar, jovens a empregar e serviços a prestar.
Kilombo Palata sublinhou que a estabilização macroeconómica é uma condição prévia para qualquer solução: enquanto o serviço da dívida pública consumir uma fatia significativa do Orçamento Geral do Estado, os recursos disponíveis para os sectores social e produtivo serão inevitavelmente mais limitados.
Para inverter a tendência, o responsável recomendou a criação de um ambiente de negócios competitivo, a diversificação económica, o estímulo ao empreendedorismo e a formalização da economia — medidas que, na sua perspectiva, são essenciais para criar oportunidades reais de emprego para os jovens, que constituem a maioria crescente da população angolana.
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