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Administração da Empresa de Águas de Benguela exonerada a uma semana da greve anunciada pelos sindicatos - Vera Daves "ouviu" as denúncias de má gestão
O conselho de administração da Empresa Provincial de Águas e Saneamento de Benguela (EPASB) foi exonerado no passado dia 11, a uma semana da greve anunciada pelas comissões sindicais, que continuam a denunciar o que consideram ser sinais de gestão danosa.
Um despacho exarado pela ministra das Finanças, Vera Daves de Sousa, indica que Tanislau João da Silva Soares é o novo presidente do conselho de administração (PCA), sucedendo a Paulo Jorge, exonerado com os seus quatro administradores, os das áreas financeira, técnica, comercial e de estudos e projectos.
O líder agora nomeado e o seu elenco são provenientes de Luanda.
A exoneração do conselho de administração era uma das exigências para o levantamento da greve prevista para 19 de Maio, assim como a implementação do qualificador ocupacional, o fim de atrasos no pagamento de salários e melhorias das condições laborais.
As comissões sindicais vinham exigindo explicações sobre as competências do consórcio ACQUA/Wedo, que executa o projecto de reabilitação e operação assistida no sistema integrado de distribuição de água.
A relação com fornecedores e a aplicação dos 8,5 mil milhões de kwanzas da capitalização ocorrida há três anos são dois dos pontos que conformam as denúncias de má gestão, endereçadas à Procuradoria-Geral da República (PGR).
O novo conselho de administração encontra uma província com sérios problemas no fornecimento de água, principalmente nas zonas altas do Lobito e Catumbela e em bairros da cidade de Benguela.
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